Muito interessante o artigo que publica hoje o Luís Nassif, que entende muito mais da pauliceia do que este carioca empedernido aqui.
Depois de registrar que a entrevista de FHC defenestrando José Serra é apenas um sinal dado ao capital e à mídia para que o abandonem – ele sai-se com uma definição que, apesar de parecer insólita – afinal, Marina Silva é acreana – é cheia de fundamento lógico.
Dos três pré-candidatos à presidência – Marina, Aécio e Campos -, Marina é a única candidatura paulista.
No jogo político, Marina é apenas o símbolo, com uma imagem bem concatenada com os novos tempos – de militância digital, dos símbolos ligados à natureza etc. Mas quem pensa por ela são grandes empresários, respeitados em seus negócios, refratários aos órgãos de classe e com posição crítica em relação ao Estado. Surgiram na militância em fins dos anos 80, através do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), contra o burocratismo da FIESP. Alguns deles tornaram-se grandes empresários, mas mantiveram a resistência aos órgãos de classe.
São Paulo – não os paulistas, claro, mas o poder econômico – vai exigir de Aécio Neves muito mais do que este aval de Fernando Henrique ou visitas à festas do peão de boiadeiro.
E a primeira destas exigências é que se torne, rapidamente, um candidato viável eleitoralmente.
E isso, queiram ou não Aécio, Fernando Henrique, o empresariado paulista e a mídia, depende da atitude de José Serra.
Que, a esta hora, rumina o que fazer. No twitter, falou sobre a morte do goleiro Gylmar e seu mais indomável áulico, Reinaldo Azevedo, limitou-se a um gemido triste, no sábado, dizendo que o PSDB repete os velhos erros de sempre e continua imbatível na arte de vencer o… PSDB!
Serra aceitará a desclassificação humilhante e desaparecerá no silêncio?
Ou vai lançar-se numa candidatura pelo minúsculo – em todos os sentidos – partido de Roberto Freire?
Faça isso ou não, dificilmente deixará de reagir à humilhação que lhe faz o ex-amigo FHC.
Serra sabe que tem cacife, senão para vencer, para derrotar Aécio, por tirar-lhe uma fatia importante de São Paulo. E, de quebra, tirar-lhe em outros estados, pela necessidade que criará ao mineiro de pendurar Fernando Henrique no pescoço.
Há um mês, o Tijolaço afirmou que Serra está disposto a morrer, mas matará antes.
E aí, de fato, Nassif está certo de afirmar que Marina será mesmo a candidata paulista.
Como o alagoano Fernando Collor o foi em 89.
Porque à direita importa menos quem está no poder do que quem não pode estar lá.
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Engraçado... Um amigo me enviou esse link: http://www.brasil247.com/+hrb4x Engraçado como a mídia (leia-se Veja e Globo) muda de opinião sobre o mesmo assunto quando o governo era o de FHC.
O atual debate sobre o Mais Médicos é imbecil,
uma fábula produzida.
Não há escravidão, não há incompetência profissional, não há invasão socialista.
O foco é desviar o debate do que realmente importa.
O programa foi aplaudido por Veja em 1995,
com os tucanos não houve polêmica.
E a ideia dos petistas é a mesma: importar médicos cubanos.
O que mudou de lá pra cá?
Os governos?
Desculpe, mas o descaso de ambos com a saúde é o mesmo.
A história conta que ambos são pró-indústria farmacêutica e à terceirização/privatização da saúde.
O que mudou é a visão política da sociedade.
Hoje, sabemos que programas sociais de grande abrangência são viáveis.
Sabemos que é possível mudar o país pela mobilização da sociedade.
E, o que com os tucanos era um programa de saúde,
hoje, é um programa social.
Social porque o objetivo é democratizar a saúde.
Dar o direito ao cidadão de ter acesso ao médico.
É até poético...
Começa pelo resgate e valorização do profissional da medicina.
A via é a atenção básica.
E, nesse campo, o Clínico Geral é o Grão Mestre.
É com ele que começam a disseminação das políticas públicas de saúde.
Ele encabeça o front da batalha.
Mas a medicina brasileira fez deste um mero coadjuvante:
vamos ao especialista antes de ir ao Clínico,
é muito mais chique.
Fazer exames nucleares é uma questão de status.
E é pra poucos tratar dor-de-cotovelo com anti-inflamatório.
Já o Médico da Família...
Antes de ser um agente da saúde,
é um ente político.
Um epidemiologista.
Sabe que cólera não se resolve com analgésico,
mas com tratamento de água.
Principalmente os cubanos...
Sabe que a maior parte dos problemas de nossa saúde não está na saúde em si.
Mas na falta de atenção básica,
na pobreza e miséria,
na falta de saneamento,
nos vícios sociais,
na falta de informação...
Sabe por que vai à casa das pessoas,
conhece seus hábitos, seu contexto.
E não só de um indivíduo ou família,
mas de todo um bairro ou comunidade.
E é aí onde nasce o ódio do CRM.
Não precisa provar-se seu alinhamento com os conservadores e indústria farmacêutica.
Esta é a maior interessada na especialização médica,
seu objetivo é vender anti-inflamatório para dor-de-cotovelo.
Lutar pelas especializações é uma questão estratégica:
pulveriza-se e, consequentemente, privatiza-se a base informacional da saúde.
Desvincula-se a ciência médica de seu contexto de atuação.
Fica bem mais fácil de provar que o déficit de atenção infantil existe.
Basta financiar uma pesquisa para começar a vender um medicamento.
Se for pra imbecilizar a população então, melhor ainda!
E haja Ritalina!
Percebem a ameaça que se trata a valorização do Médico da Família?
Cria-se uma base de dados paralela.
Uma base de dados que cruza as informações das políticas de saúde, com educação, planejamento urbano, etc...
Cria-se uma base de dados local específica em cada comunidade.
E os tratamentos tornam-se muito mais simples, precisos e eficientes.
Epidemias passam a se resolver com políticas públicas locais.
E a saúde de cada indivíduo com hábitos saudáveis e de acordo com sua realidade.
O papel do Médico da Família é fazer esse cuidado.
E a consequência natural é a fortificação da cultura pró-saúde ou de saúde preventiva.
É inevitável, a venda de remédios despencará.
É tudo que os laboratórios menos querem.
Tirar deles o poder da cura,
para devolver ao médico,
que é parte da sociedade.
É o resgate de nossa autonomia como indivíduos/cidadãos.
É a constituição de um poder social paralelo, autônomo.
Essa é a natureza, grandeza e força do SUS,
no qual, acreditamos.
Clap, clap, clap!
Médicos não questionam quanto o hospital paga a empresa que terceiriza a limpeza e o salario minimo que estas empresas repassam ao trabalhador.
Agora ficam dizendo que a situação dos cubanos é escravidão.
R
SABE O EU NÃO ENDENDO?, É COMO A CLASSE MÉDICA TÃO INSTRUIDA INTELECTUALMENTE, SE DEIXA REPRESENTAR, POR ESTES SENHORES FEUDAIS, AGORA TEMOS A CERTEZA DE QUE, REALMENTE, ALÉM DE TECNICAMENTE A FORMAÇÃO DOS MÉDICOS NO BRASIL SEREM DEFICIENTE, A FORMAÇÃO HUMANITÁRIA ENEXISTE. " O NEGOCIO É SE FORMAR PRA GANHAR DINHEIRO E SER RICO, OS MEIOS NÃO INTERESSA, NÃO IMPORTAM, SE SEUS CLIENTES SÃO SERES HUMANOS OU NUMEROS ESTATITICOS, O OBEJETIVO É "DINHEIRO, BUFUNFA, GRANA,", O RESTO ÉQUE SE DANEM.
SABE O EU NÃO ENDENDO?, É COMO A CLASSE MÉDICA TÃO INSTRUIDA INTELECTUALMENTE, SE DEIXA REPRESENTAR, POR ESTES SENHORES FEUDAIS, AGORA TEMOS A CERTEZA DE QUE, REALMENTE, ALÉM DE TECNICAMENTE A FORMAÇÃO DOS MÉDICOS NO BRASIL SEREM DEFICIENTE, A FORMAÇÃO HUMANITÁRIA ENEXISTE. " O NEGOCIO É SE FORMAR PRA GANHAR DINHEIRO E SER RICO, OS MEIOS NÃO INTERESSA, NÃO IMPORTAM, SE SEUS CLIENTES SÃO SERES HUMANOS OU NUMEROS ESTATITICOS, O OBEJETIVO É "DINHEIRO, BUFUNFA, GRANA,", O RESTO ÉQUE SE DANEM.
http://www.youtube.com/watch?v=JzoWiyY-Or8&hd=1
R
O PT, no culto de um regime que não a liberdade de ir e vir, aceita que os familiares dos medicos cubanos não saiam de cuba, porque tem o risco de eles não voltarem a
O PT, no culto de um regime que não a liberdade de ir e vir, aceita que os familiares dos medicos cubanos não saiam de cuba, porque tem o risco de eles não voltarem a