O Brasil da “modernidade” é a lenha e carvão

De O Globo, agora há pouco:

Um quinto das famílias brasileiras já usa lenha ou carvão para cozinhar. São 14 milhões de lares preparando alimentos dessa forma, alta de 27% ou mais 3 milhões de domicílios nos últimos dois anos. No Sudeste a expansão foi maior, de 60%. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua, do IBGE.

Ano passado, pela mesma pesquisa, era de  17,6% a parcela de lares que usam também lenha ou carvão no preparo de alimentos, 1,2 milhões de lares a mais que no ano anterior passando, no todo ou em parte, a abandonar o gás de botijão como fonte de calor.

O preço – que, no Rio de Janeiro, segundo levantamento feito dias atrás pelo jornal Extra, chegava a R$ 85 pelo botijão  de 13 kg – tornou-se inacessível para quem ganha muito pouco.

Mais ainda para quem não ganha nada, porque desempregado.

Mas são os preços de “mercado”, que se danem a dignidade do ser humano, a qualidade do ar, a fuligem e a vegetação abatida.

É a modernidade…

Fernando Brito:

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  • o capitalismo selvagem já temos, agora estão se esforçando por "recriar" um homem primata, e piorado.

  • Excetuando os que não votaram com ódio - eu votei em Ciro Gomes - todos sabiam o que viria pela frente. Os dados estavam na mesa - royalties para Trump -. E agora, José? Ou melhor, e agora, Messias?.

  • Impressionante que praticamente ninguém leve em conta essa realidade do Gás x Lenha.
    É algo histórico. O uso do gás de cozinha em larga escala foi um dos principais (se não o principal) redutor do desmatamento na mata atlântica.

  • Isto atesta o grande êxito da política de destruição dos estados potencialmente perigosos ao Império. Esta política do Almirante Cebrowski, executada pelo estrategista da destruição Steve Bannon, tem como objetivo a redução dos grandes países sulamericanos Brasil e Argentina ao estado tecnológico da pré-história, ao tempo em que destrua todas as suas forças políticas de inspiração nacional. No Brasil, com a Lavajato e o olavismo, os operários locais desta política estão trabalhando com afinco, e já colhem os primeiros grandes frutos, como esta redução do consumo domestico de gás. Seguirá a falta de energia elétrica para metade da população, e a falta de combustível para metade da frota privada. No Brasil olavo-lavajatista do futuro, as cidades serão sufocadas por gigantescas sucatas que os sobreviventes nem saberão dizer como surgiram.

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