O presidente “trumppet”

Sempre vergonhoso, mas já não surpreendente a tietagem indecorosa de Jair Bolsonaro a Donald Trump, agora no Twitter em que chama de “fantástico” o pronunciamento do presidente norte-americano e reproduz a frase chovinista: “Nosso trabalho é colocar os Estados Unidos em primeiro lugar”.

Quando não é continência de mão, é a incontinência verbal de um capacho.

Lembro da história em que envolveram, na redemocratização de 1946, o já senador Luís Carlos Prestes (eleito com a maior votação proporcional da história política brasileira até aquela época), numa patranha em que se pretendeu dizer que ele lutaria ao lado dos soviéticos no caso de uma guerra entre Brasil e URSS. Não foi bem isso o que ele disse (mas que transformaria a guerra em revolução), porém foi o que ficou na crônica política.

E se alguém perguntasse a Jair Bolsonaro de que lado ele ficaria caso houvesse uma guerra – tão improvável quanto aquela – entre Brasil e EUA?

Acho que se Bolsonaro seguisse o seu coração, era possível que o Brasil tivesse uma chance…

Quem sabe os marines recuariam para não ter um aliado destes?

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21 respostas

  1. Improvável, não. Essa guerra está existindo por outros meios e, por enquanto, está 7×0…

  2. “Nosso presidente” é apenas mais um dos desqualificados que os eua aliciaram para manter seus países submissos aos interesses imperialistas, é só dar uma olhada ao longo da história latino americana do século passado. A diferença é que nenhum dos outros possuia nível intelectual tão baixo, embora não houvesse diferença em nível ético e moral. Ultimamente eu não consigo deixar de lembrar da dinastia Somoza, porque parece que é mais ou menos o que poderá acontecer aqui.
    E Lula soltou essa: “Traz os japonês pra viver aqui com a renda per capita dos brasileiros e manda os brasileiros pra lá pra viver com a renda per capita deles e vamos ver o que acontece.”

    1. Que pena que as falas de Lula a grande mídia não divulga. Em pouco tempo, o preconceito contra Lula se desfaria.

      1. E veja que, literalmente escondido pela mídia (não só ele, mas toda a oposição), ainda está nas cabeças em todas as pesquisas. E quando expõe, faz como a Folha, que, no dia seguinte à entrevista, publicou matéria canalha contra o Lula.Concordo com aqueles que dizem que nosso maior problema é a mídia que não permite o cidadão fazer escolhas conscientes. Aí você ouve um Gerson Camarotti dizer que, no início, o povo era contra a reforma da previdência mas, aos poucos, foi se convencendo de sua necessidade.

  3. Bolsonaro parece aquele cachorrinho que é maltratado pelo dono(Trump), mas quando se aproxima do dono, coloca o rabinho no meio das pernas e se urina todo.

  4. “Nosso trabalho é colocar os Estados Unidos em primeiro lugar”???????????????????????
    Será possível que a juventude brasileira não tem vergonha na cara? Até entendo que na situação em que o país se encontra os trabalhadores e empreendedores não têm as condições necessárias para se rebelar contra esse governo e esse presidente, mas se os jovens tomassem uma atitude drástica para tirar esse governo do poder, acredito que a imensa maioria do povo apoiaria.

  5. O presidente postiço da Venezuela estava lá pessoalmente pra lamber as botas do Tio Sam. Em algumas fotos você vê nele uma espécie de “Kubrick Stare” doentio. Foi aplaudido por Republicanos e Democratas, com algumas poucas exceções.

    Não passam de compradores neocoloniais.

  6. Dá nisso colocar na presidência de um país, um sujeito com idade mental de uma criança bipolar de 7 anos.
    Vamos ter que aguentar esse saco de lixo orgânico, aberto nas nossas salas e fedendo cada dia um pouco mais.

  7. Pela apuraçao confusa de Iowa da p ver q condados mais urbanizados Sanders vence ou as vezes fica em segundo colado. Ja nos onde impera o agronegocio Sanders chega a ficar em sexto. No pais mais rico do mundo os rednecks mandam no destino da naçao. Essa atitude pode contaminar o Brasil. Burraldo e q nao falta nesse pais

  8. Brilhante, brilhante, brilhante. Resgatar a história do pseudo-dilema do Prestes para o Bolsonaro em relação aos EUA foi de um brilhantismo histórico e retórico que me emocionou. E absolutamente elegante no final. Poderia ter sido direto: Bolsonaro, em caso de guerra com os EUA, de que lado você ficaria! Absolutamente brilhante, Brito.

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