Tratando burro a pão de ló

Documentos enviados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República mostram que o Governo Federal pagou pelo menos R$ 120 mil de cachê à deprimente figura de Sikêra Jr., apresentador do programa onde Jair Bolsonaro esteve, tempos atrás, contracenando com um personagem que era outro burro e posou para fotos com uma placa “CPF cancelado”.

E fez piadinhas “sujinhas”, como descreve a Folha:

No vídeo, ele olha para Sikêra e diz “queima ou não queima?”. Depois, pergunta a um homem vestido de personagem oriental “ tudo pequenininho aí?é pequenininho?”.

Sabe-se agora, então, que a presença de Bolsonaro, ali, era uma compensação pelo fato de, alegadamente, o afetado Sikêra fizesse “merchandising” de campanhas publicitárias governamentais.

No ar, a deprimente figura confirmou o recebimento e deu vazão aos seus estranho critério ético: “pagando bem, que mal tem”.

Recebi, do Ministério da Saúde, eu não trabalho de graça. Eu vivo de quê? De propaganda, né? Eu vendo aqui caixão, terreno, carro, redução de parcela de carro, sorvete, dentista, eu vendo dentista, remédio, vitamina. Eu vendo tudinho… eu vendo faculdade, eu vendo limousine funerária, cinta para perder quilo, pneu, manteiga, suplemento para emagrecer, para engordar. Eu vendo tudo, eu sou um profissional. Pessoal da ‘Foia’, eu sou um profissional, eu vivo disso, eu não tenho outra forma de viver, não. O que vier para mim. Eu anuncio vocês. Pagando? Leia a Folha de S.Paulo, assine”, disse.

O governo Bolsonaro não é apenas sujo, é o governo dos imundos.

Fernando Brito:
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