Aécio ficou “bolado” ou inventou factóide? Quer censurar as sátiras na rede ou a rede?

Deu no Estadão, agora há pouco:

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável candidato à Presidência em 2014, quer saber quem cria perfis que o satirizam. Advogados do tucano entraram com uma ação na Justiça de São Paulo para impedir contas no Facebook e no Twitter com seu nome e identificar os usuários que usaram a sua imagem. Segundo o pedido, o político foi vítima do perfil Aécio Boladasso, que virou piada entre os internautas que consideraram a conta como uma estratégia do próprio Aécio de imitar a “Dilma Bolada”, perfil criado por um publicitário para parodiar a presidente Dilma Rousseff.

Algumas das contas do Aécio Boladasso já foram retiradas do ar, mas ainda há disponíveis perfis como Aécio Boladão. De acordo com a ação, “todos os perfis e páginas foram criados recentemente, em datas muito próximas, e possuem conteúdo muito similar, o que denota a criação seriada de perfis ilícitos, os quais, inclusive, foram altamente difundidos nas mídias digitais, sendo certo que o Google aponta mais de 40.000 (quarenta mil) resultados para a pesquisa pelo termo “Aecio Boladasso” “Facebook” e mais de 34.000 (trinta e quatro mil) resultados para a pesquisa pelo termo “Aecio Boladasso” “Twitter”.

Segundo os advogados de Aécio, o Twitter já atendeu a solicitação de remover os perfis falsos, mas ainda não forneceu as informações sobre quem criou o usuário falso. O Facebook já apresenta outras contas falsas e também não identificou quem criou os perfis de humor.

O juiz Nilson Wilfred Ivanhoé Pinheiro, da 3ª Vara Civil da Capital, concedeu uma liminar, no dia 19, para a remoção das páginas e armazenamento dos dados sobre os usuários que fizeram a brincadeira. No entanto, ele negou o pedido de segredo de Justiça.

A assessorias de imprensa do Twitter não respondeu até a publicação desta notícia e a do Facebook não foi localizada.

Tomara que Aécio siga em frente nessa ação, para que a Justiça chame para depor os responsáveis por divulgar a página nos jornais O Globo e Extra. quando ela tinha apenas uma “curtida” no Facebook.

E quem acompanhou, como eu, a página, sabe que ela só fazia elogios a Aécio e reproduzia suas manifestações. Não fazia sátira alguma.

Ou será que isso tem relação com o projeto que o Senado aprovou estabelecendo um criminalização “especial” para ataques  a candidatos nas redes sociais que, claro, já são cobertas pela legislação sobre calúnia e difamação?

 

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