Aecio imita Serra, arranja guru da web, mas parece estar sendo enrolado

Os amigos talvez se lembrem que, na campanha passada, José Serra contratou o “guru do marketing eletrônico, o americano-indiano Ravi Singh, da empresa ElectionMall. E todo mundo também soube que o guru gorou em pouco mais de um mês, um retumbante fracasso.

Agora, a coluna Esplanada, escrita pelo jornalista Leandro Mazzini, no UOL, diz que “o senador Aécio Neves (PSDB), pouco afeito a redes sociais, decidiu montar o que classifica de ‘um bunker virtual’ para a futura campanha”. ‘

“Os gurus digitais vão atuar em postagens no Twitter, Facebook, e também no monitoramento 24 horas de notícias a seu respeito”, segundo Mazzini assegura, após ter conversado com o Senador.

Embora Aécio tenha, ao menos, procurado gurus nacionais, acho que o mantra não está afinado.

Primeiro porque a cópia mal feita do Dilma Bolada – o Aécio Boladasso – foi um retumbante fracasso, mesmo tendo merecido matéria em O Globo quando tinha um único seguidor.

O personagem foi moldado à imagem e semelhança do candidato: é sem graça, sem personalidade, sem espirituosidade, demagogicamente “certinho”.

Pode fazer sucesso lá em Conceição das Dores da Serra, até que as congregadas lhe descubram os hábitos boêmios.

Não na internet.

E além de bolarem mal o “Boladasso” os gurus de Aécio já estão fazendo ele repetir aquele mantra dos “blogs sujos” serem culpados de tudo o que se fala dele, com, diz a nota, aquele mantra de que há uma “patrulha” bancada pelo Governo, insone, pronta para atacar os tucanos por qualquer coisa.

Isso é também não entender nada do espírito implacavelmente gozador da rede, que não perdoa mesmo as pisadas na bola mas, mais grave, é não entender que não existe mais o monopólio da mídia comercial na comunicação. Ela segue sendo poderosíssima, mas já não estamos condenados ao silêncio compulsório.

Enfim, vai mal a versão cibernética do “vamos conversar”, aquele conceito publicitário tipo macarrão sem sal e sem molho que esquece o principal deste tipo de comunicação: apontar claramente o benefício que se pode visar com algo.

Também, pela origem que a nota de Mazzini diz que tem a turma

Foi Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC, e o homem da Rádio Disney,quem indicou o marqueteiro. Com o aval de Sérgio Cabral, que não está propriamente na lista dos políticos mais admirados do Brasil.

Do jeito que a coisa vai, o marketing de Aécio vai terminar numa bolinha de papel.

http://colunaesplanada.blogosfera.uol.com.br/2013/11/07/aecio-vai-criar-bunker-virtual-para-pre-campanha/

Fernando Brito:

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