
Hoje cedo, comentei que a desarticulação política do governo Bolsonaro era tão grande que parecia ser proposital.
Agora há pouco, na Folha, o líder do partido no governo mostrou que parece mesmo ser assim.
Ao apresentar a proposta de congelamento absoluto do salário mínimo, segundo o senador Major Olímpio, o governo se expôs a ter sua proposta alterada com amplo apoio parlamentar.
“Dentro do novo debate, com a nova política, na prática, se o centrão se juntar à oposição, o governo já toma um tremendo cacete. E ainda neste momento, o governo vai tomar um cacete e pedir desculpas, senão trava de vez a Previdência”.
Olímpio resumiu a ópera ao dizer que o PSL, o partido bolsonarista está isolado: “De verdade, o governo só tem mesmo a sua Geni, que é o partido do presidente”.
“Cantou a pedra” do que vai acontecer na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias que, com contrário da PEC da Reforma da Previdência, tem prazo certo para ser votado pelo Congresso: 17 de julho. Como a Previdência nem sequer deverá ter sido votada na Câmara, vai virar moeda de troca política conceder um reajuste do mínimo.
Com a cavalar clareza que lhe é peculiar, Olímpio disse o que acha: “”Difícil resolver uma pendenga destas. Tem tudo para ser rejeitada no Congresso esta proposta do mínimo.”