Centrão “some” e tenta-se armar golpe na CCJ

Até agora, transcorridas quase quatro horas da sessão da Comissão de Constituição e Justiça, quase nenhum deputado do chamado “Centrão” participou da discussão na proposta de reforma da Previdência.

Ontem, os deputados acordaram que a sessão se estenderia até as 22 horas e não haveria a votação do parecer do relator.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lançou a isca: “eu acho que os deputados podem passar a madrugada votando”.

O PSL – inclusive o presidente da Comissão, Felipe Francischini – a agarraram e tentam preparar um golpe no acordo e forçar a votação ainda hoje.

Francischini disse o Congresso em Foco que “levo (a sessão) até 5h da manhã, 7h, se preciso”.

Agora há pouco, os deputados da oposição cobraram o cumprimento dos termos do acordo do líder do governo, Major Vitor Hugo, que os confirmou.

Franscischini escapuliu, não dando certeza se irá respeitar o teto de horário.

Há um cheiro de manobra suja no ar, que pode ocorrer mais por incompetência do que por caráter.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

3 respostas

  1. Sarney e FHC governaram e fizeram mudanças constitucionais e legislaram em causa própria (como um ano a mais de mandato para um e o direito de reeleição para o outro) com o apoio do Centrão que nada mais é do que a Velha Arena reciclada de sempre, “um” “partido” governista e fisiológico. O Centrão é formado pelo poder central da Presidência da República, por seus cardeais no Congresso e por deputados do Baixo Clero cevados com rádios, tvs, liberação de emendas e mensalões. Bolsonaro, está longe de ser um desses cardeais e raposas velhas do Congresso, apesar de estar ali a tanto tempo, não é capaz de gerir um Partido Laranja que dirá um bloco como o Centrão. Apertem os cintos que o trem do Golpe segue a toda velocidade, desgovernado, rumo ao abismo. O único problema é que nos meteram a nossa revelia dentro desse trem chamado Brasil.

    1. Caro Policarpo, se bem sei, a Constituição de 88 definiu o mandato presidencial em 5 anos. Com a ida de LULA ao 2º turno em 89 e o medo de LULA ganhar em 94 a Revisão Constitucional prevista pela própria Constituição de 88 para ser realizada 5 anos depois de sua proclamação o Congresso em 93 mudou o mandato presidencial para 4 anos sem reeleição, vindo FHC comprá-la após em seu primeiro mandato. Esse foi para mim o segundo golpe contra LULA, após a manipulação eleitorial da Globo em 89. Abraço.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.