Vamos dar força a Paulo Guedes para ligar o foda-se para a França, porque o presidente disse no Flow que não é de “peidar na farofa” e manda nesta bosta. Porque não venham querer fuder seus amigos e seus filhos (reunião do Ministério), porque ele já avisou na live: “caguei para a CPI”.

Por amor ao vernáculo e a educação que o subúrbio me deu, fico nestas duas linhas apenas, pois não daria trabalho coletar dezenas delas de xingamentos, palavrões e grosserias com que se exprime o presidente do Brasil, que só por imensa hipocrisia se poderia chamar de excelentíssimo.

Várias outras colheu hoje, na Folha, Rui Castro, que não é nenhum moralista barato.

Não se está aqui a desejar presidente que fale com prolegômenos e circunlóquios, ao contrário, pode até sair um palavrão destes que, hoje, já não ofende como antes. É muito bom que converse direta e objetivamente com a população, seja entendido e possa, com isso, dar ao país uma orientação que há muito nos falta.

Diferente, claro, da cloaca presidencial que temos.

Pergunte a uma “tia do Zap” se na casa dela falam assim, ou a uma fiel evangélica se ela aprovaria se esta fosse a linguagem de seu pastor, ou a um general do Exército se assim se expressassem numa formatura de oficiais e ainda a um empresário se conviria dirigir-se assim a seus clientes.

Sério, se os senhores e senhoras acham que isso degradaria sua casa, sua igreja e seu quartel, porque acham que não degrada seu país?

O meu país.

Quem da boca sai imundície todo o tempo é que deixa vazar aquilo que tem por dentro. E depois, como glacê do bolo imundo, um risada idiota.

É ainda pior o que está sob esta crosta fétida das palavras que este homem faz jorrar, misturada ao “Deus, Pátria e Família”. Para ele, esta é a forma de uma sociedade relacionar-se, é a “liberdade de expressão”, transformada em miasmas de um pântano podre, onde é tudo ao mais forte e ao mais pobre, a morte.

Quando avistar um de nossos irmãos catando no monturo algo que seja para comer, lembre-se que a todos nós está sendo servido lixo que, quando não tem de entrar na boca dos miseráveis, entra pelos ouvidos de todos os outros.

E nos adoece a todos.

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