A construção pesada em ruínas

Efeito da Lava Jato e, sobretudo, da aniquilação de qualquer projeto de desenvolvimento para o Brasil, a crise do setor de construção pesada é um dos maiores entraves à recuperação da economia.

Os números da nota publicada pelo Valor são dramáticos: as sete maiores empresas do stor tiveram uma queda de 85% em suas receitas desde 1985 e a oitava, a OAS, deve piorar ainda mais os resultados,  pois está em recuperação judicial e cm faturamento nove vezes menor do que naquela ocasião.

A construção pesada responde por quase a metade de toda a parcela de formação de capital no Brasil. São – ou eram – as usinas, as refinarias, as obras viárias, os portos, tudo o que parou e está sendo sucateado ou vendido.

Só ela tirou do mercado perto de um milhão de  empregos diretos. Com os indiretos, muito mais entre os nossos mais de 12 milhões de desocupados.

Há outra perda, menos visível, mas tão importante quanto esta. É que o setor era um dos poucos da indústria e dos serviços de engenharia em que o Brasil era um player mundial, disputando obras em todo o mundo. Chegou a representar 2,5% do mercado mundial de construção e hoje é quase zero.

Com isso, vamos perdendo a capacidade tecnológica que contruímos ao longo de seis décadas, sobretudo a partir do Plano de Metas do governo JK.

Estão virando subempreiteiras de empresas estrangeiras que entram aqui para comprar seus serviços remanescentes e raspar o tacho das concessões públicas que ganharam no passado, em sinergia com contratos para ampliação de infraestrutura.

É, como por toda a parte, a liquidação no Brasil.

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10 respostas

  1. As gerações vindouras terão dificuldades em aceitar que a nação brasileira assistiu a toda esta destruição passivamente, sem um combate real aos autores da destruição. Com a compreensão do todo também se cristalizará a certeza que o marreco de Maringá comandou ardilosamente esta destruição como um agente estrangeiro e se tornará na História brasileira o maior dos traidores da pátria pois nenhum outro provocou deliberadamente tamanha obra destrutiva e o total descrédito atual no tal “sistema judicial”, onde contou com a cumplicidade imperdoável de membros do ministério público. O quadro é desolador e sem perspectivas num país em escombros.

  2. Não há como não fazer uma ligação entre o surgimento da Lavajato e a destruição de metade do país. E tem mais o seguinte, colocar muita gente na rua em São Paulo não significa nada. Em São Paulo, uma convenção de colecionadores de relógios do século dezenove reúne facilmente duzentas mil pessoas na Paulista. Porque não haveria trinta mil fascistas em São Paulo?

    1. Por uma foto que vi, calculei 18 a 20 mil. Que sejam 30 mil. Uma gota d’água num universo grande como SP

    2. Brasil é muito grande, capaz de permitir um grande numero vivendo na informalidade e sem direito algum, um povo que não sabe nem o que é Estado, no sentido de ser atendido por ele, e outra camada de classe média e média alta que vive pendurada no Estado com excesso de direitos (filhos e aposentados de militares, do judiciário, de parentes e cargos fiéis de políticos, empresários de todo tipo com ‘braços’ no Estado, ruralistas etc.). No meio, a esquerda ‘esclarecida’ e ‘operária’ apavorada em ir parar na informalidade também.

    3. Exatamente, os 40, 50 mil fascistas que foram pra rua ontem são uma ínfima minoria barulhenta que joga pela destruição do Brasil na mão de entreguistas, lacaios dos EUA, contra os interesses nacionais.

  3. Da mesma forma que a Veja, que tanto trabalhou contra a esquerda hoje é usada contra Moro e a Lava Jato, sugiro o recurso com urgência a uma lei ora esquecida muito usada em outros tempos para intimidar a esquerda. Diz ela:

    Art. 1º – Esta Lei prevê os crimes que lesam ou expõem a perigo
    de lesão:

    I – a integridade territorial e a soberania nacional;

    Il – o regime representativo e democrático, a Federação e o
    Estado de Direito;

    Ill – a pessoa dos chefes dos Poderes da União.

    Moro e a Lava Jato se enquadram desde já na LEI DE SEGURANÇA NACIONAL:

    1- Entrega da base de Alcântara e nossas reservas de gás e petróleo sendo negociadas, a cadeia produtiva nacional de petróleo e de engenharia de construção civil fragilizadas e a economia destruída com todo o impacto social disso – a integridade territorial e a soberania sendo ameaçadas.

    2- Deposição de uma presidente legitimamente eleita e manipulação da eleição seguinte com a prisão arbitrária do líder nas pesquisas de intenção de voto, com o uso do Judiciário para fins eleitoreiros – o regime representativo e democrático, a federação e o Estado de Direito suprimidos.

    3- Os ministros do STF sendo publicamente ameaçados pelos generais no governo e fora dele, com a conivência do Ministro da Justiça e o total silêncio da PGR, e ainda um juiz (Teori) morto em circunstância suspeita – a pessoa de chefes de um poder da União claramente ameaçadas.

    Com a palavra os congressistas e as entidades representativas da sociedade desta porra chamada Brasil que ainda não exigiram este enquadramento não sei porque.

  4. Há notícias de que a fábrica da Deca no Rio Grande do Sul fechou, acabou, encerrou atividades, mandou todo mundo embora…

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