A maldição dos pobres cairá sobre eles

Está nas redes sociais: os dois vídeos, em sequência, com um homem, filho no colo – o coração aperta na hora de escrever – implorando por comida e o fariseu Paulo Guedes, a dizer que entra no supermercado e as pessoas agradecem por estarem sentindo o que “ele está fazendo por nós”.

Sim, seu desgraçado, sabemos o que o está fazendo com a dignidade do nosso povo, no desespero, a comer lixo, porque é lixo o que lhe sobra.

Esta gente está nas calçadas, desabrigada e desesperada, e não “rezando pelo senhor”, mas “por um pacote de arroz, um litro de óleo”.

Muitos de nós já vimos, de um jeito ou de outro, cenas assim e sabemos que não é encenação, mas dor profunda.

Eu não rezo, Paulo Guedes, mas se rezar, rezarei para que você vá para o pior dos infernos, passar fome como este pai de família.

Não é radicalismo, não, é que estamos hoje terrivelmente evangélicos, pensando em Lucas, 6:21: “Bem-aventurados vocês que agora têm fome, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados vocês que agora choram, pois haverão de rir”.

 

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