A “rachadinha” de Bolsonaro: fique no cargo e a elite ganha

A longa reportagem do Fantástico sobre o esquema das “rachadinhas” de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz acrescenta ao caso um ingrediente explosivo: a confissão de uma das integrantes do desvio de remunerações de funcionários do gabinete do Filho 01 para o pagamento de despesas pessoais do hoje senador pelo Rio de Janeiro.

A falta de reação da família tuiteira é a melhor métrica de quanto isso a atingiu.

Ainda que haja provas em profusão, não espere desdobramentos rápidos.

O caso será mantido em banho-maria, mas isso não deve ser visto como uma “pizza” bolsonarista.

Assemelha-se mais a manter descoberto um calcanhar de Aquiles do presidente, uma espécie de “reserva de vulnerabilidade” que será usada se e como Jair Bolsonaro resolver enfrentar o poder de fato do país.

O que se pede de Bolsonaro é, ironicamente, uma “rachadinha”: ele ocupa o cargo mas quem ganha é a elite dominante.

Isso vai funcionar?

Nem mesmo as forças mais reacionárias são capazes de cravar um “sim” a esta pergunta.

A questão, para o establishment é ter alguém que seja capaz de sustentar a potência eleitoral que Bolsonaro mantém e é por isso que ele não será massacrado pela mídia mas, embora com certa “preservação do Jair”, que é, evidentemente, o arquiteto dos esquemas aplicados pelo filho.

 

 

 

 

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