A vida é um meme? Para os Bolsonaro, sim

Não são de interesse público – e portanto não são do interesse deste blog – nem o prendedor de gravata “pistolão”  do  filho do presidente da República nem a lingerie de sua mulher. Vestir ou despir em público o que quiserem é problema exclusivamente pessoal, questão de bom ou mau gosto, que não se discute.

Mas é algo que importa a todos perceber o comportamento de gente que usa isso como “meme” nas redes sociais, o que enche  de significado propagandista o que seria exclusivamente pessoal.

Não é exagero, antes é parcimônia, dizer que  os Bolsonaro envolvem tudo o que fazem numa atmosfera sexual, numa exacerbação do instinto sobre o racional.

A “moral”, a “indecência”, a “safadeza” servem para classificar o comportamento do “inimigo”.

No seu próprio mundo, conservador, vale dizer que “é pequeninho como o de japonês” ou grande como um prendedor de gravatas ou dizer que “mulheres de direita são mais bonitas’ e ‘higiênicas“.

Sexualidade, comportamento  e estética são apropriados como elementos de propaganda política, descaradamente.

A mentalidade exibicionista de adolescentes tomou conta do comando do país  e toma conta da comunicação do clã.

Não é à toa que as metáforas presidenciais se referem sempre a “namoro” e “casamento” quando trata das relações com ministros, presidente da Câmara e parlamentares. O sentido torto da consumação destes ensaios, na imaginação destes senhores, deixo que o leitor conclua.

Mas, sem problemas: Freud devia ser comunista…

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