Ação da PF sobre Reis e Otoni mostra que tensão não é escolha

A ação de busca e apreensão desfechada hoje sobre Sérgio Reis e Otoni de Paula, depois que ambos convocaram, pelas redes sociais, invasões ao Supremo Tribunal Federal no Sete de Setembro mostram que, apesar dos acenos de “diálogo” feitos ontem por Luiz Fux e também pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, as forças que se movem dentro do sistema judicial tornam impossível que o bolsonarismo siga criando um clima de confronto institucional que possa passar sem reação.

Chamo a atenção para o fato de que, neste caso, o pedido veio da Procuradoria Geral da República e, como há uma deputado federal no processo, provavelmente foi subscrita pelo procurador geral Augusto Aras.

A única manifestação oficial é a de uma nota da Polícia Federal, dizendo que a operação visa apurar o “eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições, bem como contra os membros dos Poderes”

Ainda há muito pouca reação do bolsonarismo, mas ela virá e será forte.

Já não se trata de desejar que não haja uma escalada da tensão política, Ela é inevitável e não vai parar.

 

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