Aécio acha que vai virar o “Rei do Bolsa Família” e propõe piorar o que existe

Algum marqueteiro recomendou ao  Senador Aécio Neves “descobrir” o Bolsa-Família e ele se empolgou.

Anda dizendo – pior, anda propondo no Senado – um festival de demagogia sobre o programa.

A última é o projeto para “manter por até seis meses o pagamento do Bolsa Família a beneficiários que conseguirem emprego”.

Mas será que o senador não sabe que ter emprego e receber Bolsa Família são coisas diferentes?

E que nada impede que a pessoa tenha carteira assinada receba o Bolsa Família se, dividida pela família, a renda não alcançar R$ 140 por pessoa.

Um trabalhador que ganhe salário mínimo e tenha seis filhos, por exemplo, está dentro do critério do programa. Pode estar empregado, com carteira, que não perde. Nem em seis meses, nem em um ano, nem enquanto sua família estiver abaixo daquela renda per capita.

Aliás, uma parte significativa dos beneficiários já tem trabalho formal.

A proposta do Senador, ao contrário, estimula a informalidade, porque alguns  – como aliás já acontece no seguro desemprego – vão recusar o vínculo por medo de perder o benefício quando completarem seis meses no emprego.

Senador, vamos conversar…Fique calmo, o senhor, se parar para dar uma estudada mais séria nos problemas, vai começar a entender de Bolsa-Família.

 

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