Aprovação da vacina Pfeizer nos EUA é novo problema para o Brasil

O Food and Drug Administration, que desempenha nos Estados Unidos a função de nossa Anvisa deve aprovar amanhã a utilização, em caráter de emergência da vacina da Pfeizer contra o novo coronavírus e espera-se que já por volta do dia 15 comece a vacinação do pessoal hospitalar e nos asilos de idosos.

Os EUA não têm um sistema público de saúde, embora tenham uma enorme rede hospitalar privada que, certamente, será o centro da vacinação , bem como os próprios centros de testes em massa, que existem aos milhares pelo país.

O contrato da Pfeizer com o governo norte-americano prevê a entrega de 100 milhões de doses e o governo Trump não se interessou, meses atrás, numa oferta de mais 500 milhões de doses . Na semana passada, tentou comprar mais, mas a empresa contra propôs um entrega de apenas outras 50 milhões de doses em março, sob o argumento de que sua produção estava toda comprometida.

Mas essa foi a resposta a um lame duck, um “pato manco” como costumam ser chamados os presidente que nada esperam senão que seu mandato termine, como é Trump. Ele reagiu assinando um decreto que impede a exportação de vacinas até que as necessidades norte-americanas estejam satisfeita, mas com pouco poder para impedir o cumprimento de contratos anteriores.

É aí que o “bicho” pode pegar. O Brasil nem mesmo um contrato tem, apenas uma carta de intenções e assinada depois do decreto presidencial de prioridade aos EUA.

É claro que a Pfeizer, que é norte-americana, não vai fazer “jogo duro” com Joe Biden, se este pedir que se destinem mais vacinas, uma vez que anunciou 100 milhões de vacinados em 100 dias, o que representa o uso de 200 milhões de doses.

Biden, é claro, tem todas as razões para não colocar o Brasil à frente de sua lista de gentilezas para com outros países – e há muitos na fila.

Nem Bolsonaro irá, depois de todas as bobagens que disse, procurar humildemente o novo mandatário dos EUA.

Mesmo que a Pfeizer entregue alguma coisa em janeiro, será pouca e sem garantia de fluxo contínuo de fornecimento, o que é dramático para um plano de vacinação, que não pode ser, senão com muito prejuízo, na base do “para e anda”.

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