Ataque às urnas continua. Lobo não vira cordeiro

As mentiras do governo Bolsonaro duram muito pouco, e cada vez menos.

Ontem, era o presidente à procura de uma saída para não ser preso por seus crimes, em especial os de ameaça ao sistema eleitoral.

Hoje, é o que manda o Ministro da Defesa armar uma crise exigindo, em caráter “urgentíssimo” acesso a um código-fonte do programa das urnas eletrônicas que está disponível desde o ano passado para verificações dentro do Tribunal Superior Eleitoral, tanto que para não dar trela (como se fosse possível) a reclamações militares, já foi até marcada para amanhã.

Não vai bastar, porque não há nenhuma intenção de analisar nada, apenas a de tumultuar e colocar em dúvida a lisura das eleições, pois esta é a ordem que Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto deram ao general Paulo Sérgio Nogueira.

O atual presidente faz gato e sapato das Forças Armadas e, infelizmente, vale-se da estupidez do ex-presidente do TSE, Luiz Roberto Barroso, em achar que ele não utilizaria sem nenhum escrúpulo a porta que lhe foi aberta pela portaria que trouxe os militares para dentro do Tribunal, certamente cheio das boas intenções que lotam o inferno.

De outro lado, segue firme e forte a blindagem que a Procuradoria Geral da República dá a Bolsonaro. O procurador eleitoral Paulo Gonet, um dos indicados de Augusto Aras, alegou problemas processuais na petição que aponta ilegalidades na reunião do presidente com embaixadores, para atacar a Justiça Eleitoral brasileira, alegando que a Rede Sustentabilidade já não tem o direito de representar por ter formado uma federação com o Psol.

Há outras petições e vamos ver qual será a saída encontrada para driblar o óbvio absurdo de questionar e acusar, sem provas, o TSE perante governos estrangeiros, por seus representantes.

O fato é que não cessaram as ameaças à eleição e, portanto, não devem se enfraquecer as manifestações em sua defesa.

O fato de não haverem condições políticas para que um golpe contra as eleições não quer dizer que ele não vá ser tentado.

Só o isolamento político pode deter Bolsonaro e é nisso o que temos de colocar nossos esforços.

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