Bolsonaro entra na fase “não me deixem só”

Jair Bolsonaro não tem inteligência, mas tem intuição.

A volta ao tom desesperado – ele postou agora um vídeo autopromocional, onde posa de machão, chuta bonecos representando Lula e se louva dos elogios do auto intitulado “Leão do Senhor” Roberto Jefferson, agora mais conhecido por suas teleaulas sobre como aplicar surras com tacos de beisebol – é sinal de que as coisas vão mal, e muito mal, com sua recém adquirida maioria parlamentar e pior ainda com o crescimento do nome de Lula detectado por suas pesquisas palacianas.

Grita contra uma “ameaça comunista” que não existe.

Já vimos, pelo menos os mais velhos, isso quando da derrocada de Fernando Collor de Mello, em 1992.

O “tenho aquilo roxo” talvez até seja mais brando do que o “eu vou ter de sair na porrada com aquele bosta”, dito em referência a Randolfe Rodrigues.

Como com o ex-presidente alagoano, Bolsonaro tenha atrair suas falanges para uma reação alucinada, aquele “não me deixem só” que marcou o fim do período “collorido” da direita, que todos sabemos como terminou.

Instintivamente sabe que que a mídia e boa parte das elites políticas e empresariais jogam na possibilidade de seu impedimento para evitarem o inevitável: um embate eleitoral com Lula, na condição de representante do antibolsonarismo. Sem Bolsonaro, creem eles, sem antibolsonarismo.

De novo, como com Colllor eliminado, pôde-se encontrar outra saída neoliberal e privatizante.

Cuidado, portanto, com as “ondas”. Todos sabemos quem é Jair Bolsonaro e, sem dúvida, boa parte dos que se escandalizam com suas atitudes o sabiam perfeitamente.

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