Bolsonaro, Olavo não ressuscitará

Jair Bolsonaro está de volta aos seus modus operandi “normal”, que só foi deixado de lado por poucas semanas após a tentativa de golpe à qual faltou-lhe força para desencadear no Sete de Setembro.

A tática é só uma: confronto em escaramuças que não terão contra-ataque profundo porque ele tem a trincheira ao impeachment representada por Arthur Lira na Câmara, onde qualquer revide às suas agressões caem no fosso da gaveta, onde se acumulam já quase às centenas.

Os desejos golpistas de Bolsonaro, claro, seguem dentro dele e seu grupo mais próximos, os seus ff – filhos e fanáticos – , mas até eles percebem que, neste momento, não dispõem de meios para isso. O confronto, agora, faz parte de uma estratégia eleitoral que visa a colocá-lo como vítima das instituições que o estariam impedindo de agir e governar. Prefeitos, governadores, juízes, “comunistas” em geral , claro.

Bolsonaro conta em voltar a reunir sua tropa e não estranhem se, com obstrução intestinal e tudo, logo tenhamos a volta das motociatas, barulhentas e insanas, para mostrar “onde está o povo”.

Assim, o episódio de hoje não é o do fujão de suas responsabilidades, que não pôde dar contade enfrentar o seu desvio d conduta, ao subtrair processos sigilosos da Polícia Federal. Será apresentado como o do “valente”, que “peitou” o STF e aquele a quem chamam de “Xandão do PCC”, Alexandre de Moraes.

Precisa “requalificar-se” perante sua turma, depois de entregar o governo de fato (e de cofre) ao Centrão.

Só que o resultado disse, a esta altura, será pífio.

Já aconteceu a quebra do fascínio bestial que Bolsonaro exercia e é difícil que outros Sara Winter, Zé Trovão e Brucutu Silveira se ofereçam à pira pelo chefe.

Até Olavo de Carvalho se foi “desiludido” com o Mito.

A tragédia de 2018 está virando farsa em 2022.

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