Capricho da história: Moro, na PF, responde por fraude.

Juridicamente inócua – é provável que não dê em nada, e é melhor que assim seja – a evidente fraude na mudança de domicílio eleitoral de Sergio Moro vai ser objeto de depoimento na Polícia Federal, o que dará ao ex-juiz a oportunidade de sentir como é possível que se faça com ele o que ele fez com outros.

Disse que é melhor que assim seja porque fará muito bem à democracia vê-lo derrotado nas urnas para o Senado ou, também por falta de apoio para isso, forçado a desistir da disputa eleitoral.

É pedagógico para o caráter humano ver reduzido à insignificância quem mentiu e fraudou tanto num processo criminal quanto numa mera ficha de filiação partidária para beneficiar-se disso.

Desta vez, sequer se precisou de um hacker para vê-lo tramando para burlar a lei, logo ele que se baseou num rabisco, sem assinatura, para condenar Lula pelo tal tríplex.

Moro mente e ainda se diz “perseguido” por Lula, a quem trancou numa cela por 580 dias e noites.

Como não se morde o cachorro por vingança da mordida que este deu, ninguém que ver o sr. Moro adquirir um domicílio obrigatório, o penal, que pela fraude de domicílio eleitoral se estabelece.

É mais frio na sarjeta do desprezo.

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Uma resposta

  1. Excelente artigo, como sempre. Pena que ninguém lerá meu comentário que, como sempre, também não será publicado.

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