Com Anderson Torres, Bolsonaro assume poder total sobre a PF

A demissão, já consumada, de José Levi da Advogado Geral da União e a volta do hoje Ministro da Justiça, André Mendonça (que pertence à instituição mas está completamente inviabilizado dentro dela) é o arranjo que Jair Bolsonaro faz para entregar a Polícia Federal ao controle de um aliado incondicional, o delegado Anderson Torres, hoje secretário de Segurança do Distrito Federal.

Não se sabe ainda se ficará com o Ministério da Justiça na configuração que tem hoje ou se este se transformará em Ministério da Segurança Pùblica, criando uma pasta da Justiça esvaziadas, que poderia ser ocupada por alguém do “núcleo facistológico”, para compensar as perdas que sofreram.

O essencial é que, com o ministério – ou a parte dele que gere a Polícia Federal – Bolsonaro terá, afinal, o completo comando da corporação, algo que não conseguiu quando eram os policiais da República de Curitiba e, depois, quando o impediram de colocar na direção do órgão o “amigo da família” Alexandre Ramagem.

Como se vem afirmando aqui, Jair Bolsonaro desfecha a sua contraofensiva , procurando evidenciar que está no comando do processo político.

As influencias dos generais palacianos parecem ter funcionado para conter, ao menos por enquanto, a possibilidade de uma renúncia dos comandantes das três Forças, especialmente de Edson Leal Pujol, comandante do Exército. Um erro, porque Pujol será estripado lentamente, se continuar no cargo, porque Bolsonaro não admitirá fissuras na sua base militar.

E o general Braga Netto, com sua discreta mas incontrolável ambição, o fará com prazer.

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