Dólar vai a R$ 5,60, mesmo com BC ‘queimando’ moeda

O dólar acaba de alcançar o patamar de R$ 5,60.

É pressão “na veia” para os preços já disparados pago pelos brasileiros nos produtos vinculados à moeda norte-americana e e aos valores das exportações do agronegócio.

Desde 1° de julho o real perdeu 12% de valor ante a moeda norte-americana.

E hoje, dia de calma nos mercados internacionais, não dá para culpar as apreensões da economia mundial.

A insegurança é mesmo interna e reflete a “furada” do teto, ainda que disfarçada por manobras legislativas, do sacrossanto “teto de gastos”.

E o muxoxo vem, até, de dentro do Ministério da Economia, desesperado nas tentativas de fazer não parecer que é o que de fato é: uma derrota a mais do derrotado Paulo Guedes.

Agarrado ao cargo, embora feito em pedaços pela “ala política” do governo – esta também desesperada com o desgaste político-eleitoral do “chefe” Jair, estão nos levando a lembrar o ditado antigo de “quem dá e toma fica corcunda”.

O experiente José Paulo Kupfer, no UOL, desenha com clareza:

Ao tentar impor na marra um novo programa de transferência, com a quebra não planejada de regras fiscais, Bolsonaro corre o risco de contratar o pior dos mundos: colaborar para um período de maior desorganização econômica, com juros, dólar e inflação em alta, o que dificultaria a retomada da atividade econômica e a redução do desemprego que o auxílio mais robusto imaginado poderia impulsionar. Com redução do poder aquisitivo da população em geral, pela via da alta da inflação, na qual a desvalorização do real teria parte ativa, e a contração da atividade, pela via da alta dos juros, acionados para conter a inflação, o cenário eleitoral acabaria não sendo tão risonho ao candidato à reeleição quanto sua “benevolência” poderia supor.

Desde há muito se repetiu aqui que reformas tributárias e ampliação de benefícios sociais, embora extremamente necessários agora e antes, não se faz de improviso.

Não é outra razão pela qual, mais cedo, afirmou-se aqui que o trunfo eleitoral que Jair Bolsonaro tirou da manga será bem mais baixo que o atual presidente supõe.

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