Guedes diz que economia ‘está voando’. Quem está é ele

O ainda ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem no Fórum Nacional do Comércio, promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), que a economia brasileira “está voando” e que o Produto Interno Bruto do país “está bombando”.

Quem está voando, claro, é a auto-ilusão do ministro.

A Fundação Getúlio Vargas, hoje e ontem, divulgou suas sondagens setoriais da economia e a expectativa dos agentes econômico, em todas elas, exceto a construção civil, que é menos elástica, caiu: 15 na indústria, 2% nos serviços e nada menos que 6,8% no comércio.

E isso acontece porque. como a inflação voa tanto quanto os delírios guedianos, aumento de custos e redução da demanda geram a paralisia e o não-investimento até mesmo na Escola de Chicago, berço do ultraliberalismo econômico de onde nos veio o ministro.

A inflação de setembro está dada, na faixa de 1,1-1,2% e a de outubro começa a ser “contratada”, com os aumentos do diesel, das bebidas, e dos custos administrativos e operacionais que serão corrigidos depois que as contas de luz começarem a chegar na contabilidade.

Guedes, contra todas as previsões do mercado, que vai encolhendo as projeções do mercado diz que 2022 será uma maravilha, que é mais ou menos uma avaliação padrão de todo ministro da Economia que vai mal em suas funções, a de que amanhã será um espetáculo, o famoso “agora, a coisa vai”.:

“Essa ideia de que o Brasil não vai crescer no ano que vem é política, é blá blá blá, é fake news. Esquece. Vai crescer”.

É claro que, com credibilidade zero, ninguém vai nas águas do ministro.

É preferível crer na primeira verdade dita por Bolsonaro nos últimos tempos: “nada está tão ruim que não possa piorar”.

 

 

 

 

 

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