‘Intocáveis’ de Curitiba não querem depor no STF

Fausto Macedo, no Estadão, noticia que a Associação Nacional dos Procuradores da República impetrou “pedido de salvo-conduto” para barrar eventuais depoimentos de membros do Ministério Público Federal no inquérito  aberto pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli, e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes” para apurar ataques e ameaças aos STF. Segundo o repórter, os procuradores Deltan Dallagnol e Diogo Castor poderiam ser chamados a prestar depoimento.

No caso, a suspeita que pesaria sobre os dois é a de que teriam sido eles os responsáveis por vazar para o site que chamo de O Bolsonarista e para a revista que este mantêm – ambos ligados à empresa Empiricus – a informação de que Marcelo Odebrecht teria dito que o presidente do STF, Dias Toffoli, era chamado de “o amigo do amigo de meu pai”, numa referência a Lula e a Emílio Odebrecht.

Muito embora não haja qualquer menção a propinas e o próprio Marcelo diga que não houve, a seu saber, nenhum desdobramento do assunto, alguém, na PGR, achou que a divulgação seria útil para pressionar Toffoli, em cujas mãos está o poder de pautar o julgamento pela manutenção ou revogação da prisão após condenação em 2ª instância, o que poderia alterar a situação de Lula, preso há mais de um ano na capital do Paraná.

Depois de terem usado e abusado de acusações, conduções coercitivas e “prisões para averiguação”, os procuradores se consideram previamente atingidos por um eventual pedido para que deponham.

Curioso senso sobre o “ninguém está acima da lei”.

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