Janot e Deltan transformaram o MP em uma organização criminosa

Mesmo com tudo o que nos acostumamos a assistir no últimos anos, é espantoso o que as últimas horas revelaram sobre o Ministério Público e a Lava Jato.

Começou, na noite de ontem, com as desavergonhadas confissões do ex-chefe do MP, Rodrigo Janot, de que levou uma pistola ao STF para assassinar o ministro Gilmar Mendes. No relato que faz à Veja, com áudio gravado, vai além: diz que sacou a pistola e que só não disparou porque seu dedo “congelou”.

No strip-tease moral que o ex-procurador faz há mais coisas, como o relato de que Aécio Neves, convencido de que ganharia as eleições de 2014, convidou-o primeiro para ser seu Ministro da Justiça e, a seguir, seu vice-presidente.

Estarrecedor.

Como é de estarrecer a confessa utilização de provas ilegais por Deltan Dallagnol, no início da malsinada Lava Jato, para produzir prisões preventivas de pessoas que se tornariam delatoras, para atender ao desejo de Sérgio Moro, que precisava de “pressão”.

Pressão, claro, para obrigar a delações que levassem a operação aos alvos que ela realmente desejava, o maior deles Lula, o que fica claro num “aide-memoire” de uma reunião que tiveram na Embaixada da Suíça, na qual orientam o MP daquele país a investigar, genericamente, “familiares de Lula”, para ver se “pescavam” algo com que pudessem atingir o ex-presidente, que nem investigado era ainda.

Em palavras resumidas: os procuradores – de Janot a Deltan, agiram como bandidos e, como os crimes eram em concurso, quadrilha de bandidos.

Mais, como havia método e hierarquia, uma organização criminosa.

Nos posts seguintes, trago os principais trechos das reportagens do UOL, em parceria com o The Intercept, e da Veja.

 

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16 respostas

  1. “JANOTA” não tem coragem de matar NINGUÉM.
    Foi o dedo que “congelou” ou foi MEDO dos jagunços do MT ?
    Ele é um bom filho de PUTA !

  2. Fui um dos primeiros a chamar a Fraude a Jato pelo que é se sempre foi: uma ORCRIM institucional, composta por procuradores, policiais federais e juízes; a milicalha golpista, vira-latas e entreguista – que no início se mostrava apenas cúmplice ou conivente – assumiu o protagonismo depois, como Romero Jucá mostrou e ficou escancarado em maio de 2017, quando segurou o golpista-traidor-verme moral Michel Temer no Planalto.

    Mas atenção: essa verborragia do criminoso Rodrigo Janot: ela pode ser mais uma falsa luta, um ‘telecatch” entre ele e o líder tucano no STF, Gilmar Mendes. Observem os antecedentes e lembrem-se de que “cão que muito ladra em geral pouco eficaz no combate ao invasor”. Para quem deseja notoriedade, vender livros ou projeção midiática, visando candidatar-se a algum cargo nas eleições de 2020 ou 2022, essa bomba-traque no janota é tática tão velha quanto andar para frente.

  3. Essa declaração de Janot logo após a Lava jato ter sido derrotada pelo STF mostra o nível de desequilíbrio que tomou conta do pessoal do MP por causa da força tarefa.

  4. entrevista claramente arranjada; é uma maneira do janot se manter na pauta sabendo que vem chumbo grosso em direção a ele. tentou antecipar alguns passos no bailado, mas se deu mal por conta das revelações da vaza jato, hj pela manhã pelo UOL.
    ou alguém acredita que o janot seja homem o suficiente pra se suicidar?
    matar, ele até mataria, mas suicidar-se, duvido?
    pra quem tem uma vida dedicada à mentira , uma a mais, uma a menos, não faz diferença alguma.

    isso é estória pra boi dormir.

  5. Bolsonaro foi um erro. Assim como Collor, deve ser sacado. Será um longo e doloroso processo, mas insistir no erro será pior. Não tem plano de governo. Não gera empregos. Perde tempo falando de cocô e comunistas. A economia não cresce. Se pendura em Trump, que sofrerá imenso desgaste com o processo de impeachment já aberto. Será que a nossa “elite”, escravocrata, não pode ter um pequeno gesto de grandeza e reconhecer a merda que fez elegendo Bolsonaro? O que vem a seguir? Pistoleiros nas ruas? Assassinatos seletivos? Atentados? Autogolpe? Até quando?

  6. A farsa-jato se mostra contaminada desde a origem, pela teoria do fruto da árvore envenenada essa operação farsesca e ideologizada deve ser totalmente anulada. Agora cá para nós, parece que o PT fez questão de se autosabotar, Fux, Barroso, Fachin, Carmen Lúcia, Rodrigo Janot. PQP! Não sabiam a índole trairesca dessa escumalha?

  7. Os algozes de Lula, Dilma e petistas estão caindo de podres. São uns moralistas sem moral. As instituições vão continuar fingindo que não é com elas.

  8. LENITA DEMENTADA
    Mestre da linguagem, o mineiro Júlio Ribeiro, publicou em 1888, pouco antes de morrer em 1890 aos 45 anos de idade, a joia do romance brasileiro “A Carne”, no estilo da Escola “Naturalista” de Émile Zola. Romance estigmatizado desde então e no século XX por considerarem-no “libidinoso”, vejam só os leitores de hoje.
    Um trecho ainda hoje 131 anos depois, cai como uma luva sobre o domínio facinoroso dos que presidem a destruição atual do Brasil, que tornam heróis da pátria torturadores e matadores milicianos, comparando-se à personagem LENITA. Única herdeira, rica, virgem, com o falecimento do pai, fica hospedada e protegida por um riquíssimo fazendeiro do oeste paulista, canavial, moenda, engenho, açúcar e rapadura, alambique, e até cafezal, muitos escravos, capitães do mato, feitores, administradores.
    Com nitidez e clareza descritiva, crueza, brilho, contraste, impressionante, Júlio Ribeiro descreve: LENITA madrugara para secretamente, abrindo um furo na parede, assistir a um suplício de um escravo fugido na casa do tronco:
    “ … Sentia uma curiosidade mordente de ver a aplicação do bacalhau, de conhecer de vista esse suplício legendário, aviltante… Folgava imenso com a ocasião talvez única que se lhe apresentava, comprazia-se com volúpia estranha, mórbida na ideia das contrações de dor, dos gritos lastimados do negro misérrimo…
    “Ouviu-se o sino da fazenda vibrar muito sonoro.
    “Lenita tornou a espiar: a casa do tronco já estava clara. …
    “Abriu-se a porta e entrou o administrador seguido por um dos caboclos que tinha trazido o preto. …
    “ E sacudia ferozmente o bacalhau.
    “É um instrumento sinistro, vil, repugnante, mas simples. Toma-se uma tira de couro com três palmos ou pouco mais de comprimento e de dois dedos de largura… adapta-se um cabo a uma das extremidades, corta-se a outra, espontando-se as duas pernas a canivete e está pronto. …
    “O administrador abriu o tronco, o negro ergueu-se bafo, trêmulo, miserável. …
    “O caboclo tomou posição à esquerda, mediu a distância, pendeu o corpo, recuou o pé esquerdo, ergueu e fez cair o bacalhau da direita para a esquerda, vigorosamente, rapidamente, mas sem esforço, com ciência, com arte, com elegância de profissional apaixonado pela profissão.
    “As duas correias tesas, duras, sonoras, metálicas, quase silvavam, esfolando a epiderme com as pontas aguçadas. …
    “O sangue ressumou a princípio em gotas… depois estilou contínuo, abundante, correndo em fios para o solo. …
    “O negro retorcia-se como uma serpente ferida, afundava as unhas na terra solta do chão, batia com a cabeça, bramia, ululava…
    “- Um! Dois! Três! Cinco! Dez! quinze! Vinte! Vinte e cinco!
    “Parou por um momento o algoz, não para descansar, não estava cansado, mas para prolongar o gozo que sentia, como um bom gastrônomo que poupa um acepipe fino.
    “Saltou por cima do negro, tomou nova posição, fez vibrar o instrumento em sentido contrário, continuou o castigo na outra nádega.
    “- Um! Dois! Três! Cinco! Dez! quinze! Vinte! Vinte e cinco!
    “Os uivos do negro eram roucos, estrangulados…
    “O caboclo largou o bacalhau sobre o estrado do tronco e disse:
    “-Agora uma salmorazinha para isto não arruinar.
    “E tomando da mão do administrador uma cuia que esse trouxera derramou o conteúdo sobre a derme dilacerada.
    “O negro deu um corcovo, irrompeu-lhe da garganta um berro de dor, sufocado, atroz, que nada tinha de humano. Desmaiou.
    “Lenita sentia como um espasmo de prazer, sacudido, vibrante; estava pálida, seus olhos relampejavam, seus membros tremiam. Um sorriso cruel, gelado, arregaçava-lhe os lábios, deixando ver os dentes muito brancos e as gengivas rosadas.
    “O silvar do azorrague, as contrações, os gritos do padecente, os fios de sangue que ela via correr, embriagavam-na, DEMENTAVAM-NA, punham-na em frenesi: torcia as mãos, batia os pés em ritmo nervoso.
    “Queria como as vestais romanas…[na luta dos gladiadores…] … ter direito de vida e de morte, queria poder prolongar aquele suplício até a exaustão da vítima; queria dar o sinal ‘pollice verso’ [polegar virado para baixo], para que o executor consumasse a obra .
    “E tremia, agitada por estranha sensação, por dolorosa volúpia. Tinha na boca um saibo de sangue.”
    ————-
    Vivemos no Brasil uma época de LENITAS DEMENTADAS, que desejam a continuidade da tortura, do descer do chicote, o bacalhau, sobre o Povo desamparado, desempregado, tornado marginal da sociedade.
    Quanta infelicidade, e ainda temos segmentos da população que as apoiam, por serem, ou intrinsecamente maus, ou por não enxergarem o mal de tudo isso como mau, disso tirando proveitos e privilégios.
    Podemos imaginar na sociedade brasileira atual, quem são os NEGROS FUGIDOS, o ADMINISTRADOR, o CABOCLO ALGOZ, as LENITAS DEMENTADAS, e o FAZENDEIRO, o CORONEL, que nem sequer se fazia presente, que não assistia aos suplícios. E que dizia: ” – Ai filha! Você não entende deste riscado! Qual barbaridade nem qual carapuça! Nesse mundo não existe coisa alguma sem sua razão de ser. Estas filantropias, estas jeremiadas modernas de abolição, de não sei que diabo de igualdade, são patranhas, são cantigas – preto precisa de couro e ferro como precisa de angu e baeta. Havemos de ver no que há de parar a lavoura quando essa gente não tiver no eito, a tirar-lhe cócegas, uma boa guasca na ponta de um pau, manobrada por um feitor destorcido. Não é porque eu seja maligno que digo e faço estas coisas; eu até tenho fama de bom. É que sou lavrador e sei o nome aos bois…”
    ———–
    No fim da história há uma tragédia, com Manduca, o culto filho do fazendeiro. Vivido, divorciado, embora na visão preconceituosa da época, casado. Lenita, levada pela paixão da necessidade física e emocional do desabrochar da sua juventude, o leva a desvirginá-la e tornam-se amantes escondidos e ela engravida. É abandonado por ela, que no fundo deseja um casamento socialmente “digno” para perfilhar o seu futuro filho. Manduca suicida através de uma auto injeção paralisante de curare.
    ———-
    Vale muito a pena ler “A Carne”, esquecido e estigmatizado romance. Conhecer informações gerais sobre a economia e a sociedade paulista pré-abolição. Aprender sobre a natureza brasileira e sutis lições da humanidade e da desumanidade, dos erros sociais, e poder traçar paralelos à nossa época, na pré-abolição da imperialização dos Povos.
    ———-
    “A Mr. Émile Zola…
    “… Le tout petit dieu qui vit en moi s’est agité, et j’ai écrit La Chair.
    “Ce n’est pas L’Assomoir [a Taberna], ce n’est pas La Curée [O Regabofe], ce n’est pas La Terre [A Terra]… Une chandelle n’est pas le soleil, et pourtant une chandelle éclaire. …
    “Agréerez vous la dedicasse que je vous en fais?…
    “Permettez que je vous fasse mon hommage complet, lige…
    “St. Paul, le 25 janvier 1888
    “Jules Ribéiro.”
    ———-
    Roberto Souza
    24/09/19

  9. O Rei do Gatilho

    Começa o filme com o garoto me entregando

    Um telegrama do Arizona, onde um bandido de lascar

    Um bandoleiro transviado que era o bamba lá da zona

    E não deixava nem defunto descansar.

    Pedia urgente que eu seguisse em seu socorro

    A diligência do oeste neste dia ia levar

    Vinte mil dólares do banco Águia de Prata

    Onde a mocinha costumava me encontrar(breque)

    https://www.youtube.com/watch?time_continue=22&v=tJbBrYulmnM

  10. Esse tipo de coisa não podemos esperar de figuras do mais alto escalão da República, isso é coisa de gente desequilibrada, gente que resolve tudo na bala, não de um PGR, desse jeito estamos fudidos, isso se espera de bandidos vingativos não de pessoas que pertencem aos mais altos estamentos da República, pessoas que estão lá para defender os direitos do cidadão.

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