Julgamento de Deltan começa com pressão

Deltan Dallagnol não conseguiu o que pretendia: adiar, outra vez, o julgamento das reclamações disciplinares que pesam contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público.

A liminar de Luís Fux, que mostra que tipo de coisas é capaz de “matar no peito” refere-se apenas a não ser considerada, no julgamento dos processos disciplinares movidos contra o “intocável” de Curitiba, o fato de ele já ter sido advertido por ter dirigido ofensas ao Supremo Tribunal Federal.

Isso não poderá ser considerado antecedente.

Ou seja, que não seja levado em conta na avaliação dos seus atos já ter acusado expressamente o STF de “passar uma mensagem de leniência” com a corrupção.

Menos que a pretensão de Deltan, que era a de sustar os processos.

Não é possível dizer que a “contrapressão” de Fux vá ser o suficiente para reverter a tendência de punição a Deltan que já se formara no Conselho, mas não há dúvidas de que ela coloca a própria decisão que se tomará em banho-maria.

Se recuar na decisão de punir o “reizinho” da Lava Jato, o Conselho está se reduzindo a simples homologador de punições em casos flagrantes envolvendo procuradores.

O julgamento de hoje será mais do próprio Conselho que de Deltan Dallagnol.

 

 

 

 

 

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