Lula é maré

É preciso reconhecer que é uma má escolha a palavra “onda” para definir a elevação dos níveis de intenção de voto para Lula nas eleições presidenciais.

O que estamos assistindo, a rigor, é um maré, e maré montante. Que vai subindo lenta, mas inexoravelmente.

Lula está de volta aos 50% de votos válidos nas mais importantes pesquisas: 52% no Ipec e 50% no Datafolha.

Esta é a medida que importa nas avaliações eleitorais, pois não há mais tempo nem meios de concentrar a atenção em “recortes”, ainda que nos mais pesados em termos de participação do eleitorado total Lula cresça ainda mais fortemente.

Porque é isto o que cria a expectativa geral sobre o processo eleitoral, no qual, mais do que quem terá quantos por cento, mas apenas se Lula vai alcançar o necessário para a vitória já no dia 2 de outubro.

É o que vai mandar no fluxo de migração para o chamado “voto útil” para que isso aconteça ou não.

Difícil não acontecer, porque sempre aconteceu, pelo instinto do eleitor.

Resistência, mesmo, só entre os grupos de classe média, onde as raízes do ódio penetraram de forma mais profunda, que as pesquisas apontam para uma rejeição espantosamente maior ao ex que ao atual presidente, embora muito menor que nos tempos que levaram Bolsonaro ao poder.

É aí que está não apenas o voto, mas o mundo mental de Bolsonaro e do bolsonarismo.

Nele, o ódio será a bússola e o golpe baixo a estratégia.

Provavelmente, com pouco ou nenhum resultado. A força das marés enchentes é mais serena, mas inunda como as ondas.

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