MEC no STF: a esperteza come o esperto

A decisão do juiz Renato Borelli de reenviar ao Supremo Tribunal Federal, a pedido do Ministério Público Federal, o inquérito sobre a corrupção no MEC, por ‘possível interferência’ nas apurações “por parte de detentor de foro por prerrogativa de função na corte máxima” vai ser o gatilho para o recrudescimento dos ataques de Jair Bolsonaro ao STF, que pareciam em banho-maria depois do “momento civilizado” do jantar em homenagem a Gilmar Mendes.

Embora o que se sabe do despacho do juiz não citem quem seria o “detentor de foro”, só duas pessoas podem ser: o Ministro Anderson Torres, agindo em favor de Jair Bolsonaro, ou ele próprio, o presidente da República.

Ora, é também sabida a leniência do MPF de Augusto Aras com Jair Bolsonaro. O pedido de envio do processo para o STF, portanto, deve conter indícios inegáveis desta interferência, e não apenas a nota-manifesto do delegado da PF em São Paulo de que houve favorecimento ao ex-ministro Mílton Ribeiro.

Ainda há poucos detalhes sobre o fato, mas o “perigo” é que, por não se tratar de processo novo, não há sorteio e ele volta para as mãos de Cármem Lúcia, sem chance de cair nas mãos dos bolsonaristas Nunes Marque e André Mendonça.

Ao que parece, Ribeiro, legalmente gampeado em seu telefone, comenta com duas pessoas que sabe que farão uma “busca e apreensão” em sua casa e foi por isso que Borelli decretou a prisão preventiva, alegando possibilidade de destruição de provas.

A história ganhou um novo e perigoso rumo, com a “esperteza” do Planalto em proteger o pastor-ministro, sabe-se lá por que segredos ele tem a revelar.

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