Miliciano sabia que era arquivo a ser queimado

Deu-se o previsível.

O ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega foi morto na manhã de hoje durante uma alegada troca de tiros com policiais de Batalhão de Operações Especiais da PM da Bahia, com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil do Rio e de um helicóptero, num sítio no interior baiano.

Para o elo concreto entre Flávio Bolsonaro e organizações milicianas, agora, não há mais confissão, nem mesmo delação premiada.

A família, querendo, pode guardar a Medalha Tiradentes que o “Filho 01” lhe deu, quando estava preso. Mas acredito que não queira ficar com ela, à guisa das flores que máfias mandam a seus executados.

Desconhece-se como um só homem, cercado por uma tropa, com um revólver, uma pistola e duas velhas “papo amarelo” de filme de faroeste (se é que todas as armas eram dele) poderia oferecer dificuldades para, vendo não ter saída, acabar por se entregar.

Mas a conveniência deste desfecho é óbvia.

Tanto que, noticia o Estadão, Adriano “nunca havia falado diretamente com seu advogado, Paulo Emilio Catta Preta, até a quarta-feira passada. Foi quando, preocupado com os últimos movimentos da polícia, ligou para ele e relatou que tinha “certeza” de que queriam matá-lo para “queimar arquivo”. A viúva do miliciano também fez o mesmo relato”.

A lei do silêncio está restabelecida.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email