Não pode falar em educação quem pauperiza os professores

Por mais que as lideranças sindicais dos professores possam estar sendo equivocadas ao aceitar os grupelhos de black blocs em suas manifestações, a população conserva a solidariedade ao movimento do magistério, porque sabe que sua situação é insustentável.

Sérgio Cabral e Eduardo Paes tiveram muito tempo para propor melhorias para um quadro que eles mesmos deixaram se degradar ao extremo.

Não apenas é muito baixo o vencimento dos professores como, dentro da realidade do mercado de trabalho brasileiro, marcado, nos últimos anos, por uma expressiva elevação de salários, o nível de remuneração da rede pública tornou-se completamente irrisório diante de outras funções, mais bem remuneradas.

Para que se tenha ideia disso, trago um esclarecedor estudo dos  economistas João Sicsú e Ernesto Salles, comparando a remuneração dos professores no Rio de Janeiro à dos seus colegas nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, essencialmente composta por países desenvolvidos.

Tudo bem que não esperamos que, de uma só vez, o magistério brasileiro passe a ganhar como lá, mas isso não torna aceitável que, durante anos a fio, a educação pública e seus profissionais sejam sufocados por uma política salarial que não pode ser chamada senão de vergonhosa.

Distância maior que o Atlântico

João Sicsú e Ernesto Salles

No Brasil, o professor, em qualquer nível ou região, não recebe salário compatível com a sua importância e necessidade social. Os professores do ensino básico são aqueles que recebem os piores salários. Na rede federal, os salários são melhores. Nas redes estaduais e municipais são, em geral, lamentáveis.

A greve dos professores do Rio tem um fundamento objetivo: a exigência de reconhecimento por parte do poder público da importância da professora e do professor. E isso significa principalmente salários dignos.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou recentemente o estudo Education at Glance com números referentes ao ano de 2010; e que apresenta os salários pagos aos professores da rede pública no ensino básico da Europa.

Pode-se comparar os salários europeus com os salários pagos pelos governos estaduais e municipais do Brasil. No gráfico, mostra-se que o salário inicial na rede pública do Estado do Rio é muito inferior aos salários dos países europeus selecionados. Esta também é a diferença entre o reconhecimento da importância da Educação e do professor lá e aqui.

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24 respostas

  1. Os salários de praticamente todos os professores no Brasil é muito baixo, não é só mostrar o dos professores do Rio de Janeiro que estão em greve. Em S.Paulo, o estado mais rico do Brasil, apesar da categoria estar extremamente enfraquecida e a carreira do professor não atrair quase ninguém,e ser extremamente rotativa, os salários são super baixos. Trabalhei como professora do Estado de S.Paulo por 25 anos e com todas as vantagens da carreira recebo uma aposentadoria de 2.000,00. Isto porque tenho quinquenio, 6ª parte, e outras coisas, mas é muito baixo. E fiz 3 faculdades.

  2. O resultado já é o seguinte. Falta de professores. Não há mais interessados em lecionar Física e Matemática. Um apagão na educação. Daqui a pouco haverá um Mais Professores. O Governo Federal estabeleceu um piso nacional de R$ 1.600,00 (se o Médico cubano fica com R$ 2.000,00 de salário é considerado escravo pelo PIG, o que serão esses professores – subescravos). É pouco. Um metalúrgico em São Paulo recebe mais que isso. Se triplicarmos o salário estaremos no patamar de Portugal. Provocaremos a revolução na educação, pois haverá jovens interessados em lecionar. Sabemos que boa parcela do Pré-Sal irá pra educação, mas urge uma ação drástica. Concordo com o Senador Cristovam Buarque, a missão é arrumar o dinheiro pra agora. O Brasil gasta 42% do orçamento da União com o pagamento de juros. Um programa de recomposição de salários de professores será um indutor na formação de um profissional da educação que só estará pronto depois pelo menos 5 anos de estudo e 2 anos de prática. Essa sinalização seria essencial hoje. De tudo o que se arrecada Dinheiro existe. Só deve ser aplicado no bem-estar do povo, e não para os sanguessugas rentistas. A educação é essencial para a construção de um Brasil melhor. Darci Ribeiro agradeceria.

  3. Britto, além do aumento já ter sido aprovado, esse gráfico não está comparado o salário do professor com jornada de 30 horas (Brasil) com os demais professores trabalhando a jornada de trabalho cheia (na media deve ser por volta de 40 horas)? Além disso, nosso PIB per capita não traz condições para pagarmos salários em dólares na rede pública comparáveis com os da Alemana, ou qualquer outro país desses que está na comparação. Qual é o salário do professor comparado ao salário médio mensal de cada país dos demais profissionais com curso superior, por exemplo?
    A renda média mensal no Brasil é de R$ 1.861,54 (2012), sendo que o salário dos professores (40 horas) com o reajuste no Rio vai ser de 2.679,85.
    Além disso, esses euros foram convertidos para reais usando poder de compra ou uma conversão direta que tem pouca relevância para a comparação que se pretende?
    Quero também que no Brasil tenhamos uma educação melhor e recomendo o texto de um petista no blog no Nassif, que em resumo alerta para a demagogia da direita na discussão sobre educação. Além disso, acho importante não confundirmos reivindicações de uma classe trabalhista, que está em pleno direito de reivindicar melhores salários e condições, com a melhoria da educação no país.
    Abs.

  4. Realmente o salário dos professores é baixo, concordo que deve ser mudado para melhor!
    Entretanto, há também outros problemas a serem resolvidos para melhorar a qualidade da educação. Necessita uma plano com ações de natureza diferente, mas todas em prol da boa educação.
    Apenas uns exemplos:
    – Hoje, no Brasil, a grande maioria dos professores de ensino básico e médio leciona dois ou três turnos, ou seja, passa o dia em sala de aula com 30 a 50 horas semanais lecionando, sem tempo para se recuperar, se atualizar, se preparar para inovar. Quem leciona apenas um turno, frequentemente é um profissional que tem outro emprego e leciona à noite, para complementar renda… Na Europa o professor do ensino médio, tem 18 a 20 horas semanais em sala de aula.
    – Aqui as classes são formadas por 40 alunos, na Europa o máximo é 25 estudantes.
    – Aqui o professor que quiser lecionar slides tem que trazer o seu computador e o seu data-show de casa.
    – Quem conhece uma administração que estabeleceu como metas reduzir o número de alunos por sala de aula? Não permitir que o professor dê três turnos de aulas (de manhã, de tarde e de noite)? Equipar as escola com instrumentos modernos, salas de aulas com espaço e conforto mínimo?
    – No âmbito federal, vemos iniciativas inovadoras, como aquela de Ciência Sem Fronteiras e no ensino básico e médio?

  5. Alerta a todos, inclusive os que não acreditam em “teorias conspiratórias malucas”. Estou fazendo o alerta com antecedência, porque é melhor do que depois chorar pelo leite derramado.

    Os tais “black blocs” provavelmente vão se juntar a outros manifestantes na segunda-feira, dia 21, para protestar no Rio de Janeiro contra o leilão do campo do pré-sal de Libra, e vão “tocar o terror”. Já saiu a notícia de que Sérgio Cabral inclusive pediu a presença do Exército para fazer a segurança do leilão.

    Pois bem, agora vem a “teoria conspiratória maluca”, que vocês não são obrigados a acreditar, mas quero que pelo menos saibam sobre ela, antes que seja tarde demais.

    No ano passado, em 2012, muito antes de começar qualquer onda de protestos no Brasil, foi criada uma espécie de mini-série brasileira de ação, chamada ApocalipZe (com Z), que foi inicialmente veiculada apenas no YouTube. Não sei se chegou a passar em algum canal de TV, mas no Youtube eu vi.

    Nessa série “ApocalipZe”, o tal apocalipse do título começa a acontecer justamente no momento em que estão havendo enormes protestos com o slogan “o Pré-Sal é nosso”, inclusive com o Exército fazendo a segurança nas ruas. É neste momento, com a imprensa cobrindo os protestos pelo “pré-sal é nosso”, do alto dos seus helicópteros (lembra a Rede Globo em junho), que tudo começa a acontecer. Um míssil saído não se sabe de onde atinge o helicóptero da rede de televisão, e começa a confusão, com tiros, mísseis, ataques com armas biológicas, e sei lá mais o quê.

    Um verdadeiro pandemônio. Um verdadeiro apocalipse.

    O interessante é que a série foi produzida em 2012, quando nem havia sinal de protestos violentos no Brasil.

    E o que é mais interessante ainda, é que desde poucos dias atrás, o vídeo no YouTube que contém essas cenas foi tornado “vídeo privado”, e ninguém pode assistir mais ele. Muito suspeito…

    Mas quem viu, viu, e se lembra do caos que começa exatamente durante protestos pelo pré-sal, com o Exército fazendo a segurança das ruas, e a imprensa cobrindo tudo de helicóptero. Talvez uma descrição daquilo que vamos ver no dia 21 de outubro de 2013?

    Se algo muito grave acontecer na próxima segunda, podem ir atrás dos produtores dessa série “ApocalipZe” para exigir explicações! Como eles sabiam?

  6. Aqui em Minas, o salário inicial é em torno de 1300 reais. Mas, para ficar pior a comparação, recomendo pesquisar os salários finais: nosso plano de carreira é abominável, invenção de Aécio Neves. Logo, no final da carreira, ganharemos quase o mesmo que no início. Por outro lado, quero agradecer ao Fernando Brito a iniciativa de expor esse situação em seu fantástico site, que dará visibilidade à nossa sofrida categoria.

  7. Até parece que a educação estava uma beleza há poucos anos atrás ! Reivindicar ? Corretíssimo. Lutar por melhores salários ? Perfeito.
    Mas demonizar os atuais governantes será devolver o Rio de Janeiro aos Moreiras, Maias ou coisas piores.
    Essa conversinha de que tem dinheiro pra “isso”, mas não tem “pra aquilo” é mentira. Todos sabem ou deveriam saber que a educação pública foi destruída há décadas, para ser mais exato, pela ditadura. Esta mesma ditadura da qual tantos ignorantes se declaram saudosos hoje.
    A crise política atual do Brasil é muito mais séria do que alguns estão reconhecendo. Devemos LUTAR SIM, mas sem destruir o que alcançamos nos últimos dez anos. O retrocesso seria fatal para o Brasil como grande nação.

  8. Sinceramente, este gráfico comparativo aí acima é digno de uma capa da Veja. Esta comparação com Alemanha & Cia. só pode ser piada.
    Sem o dinheiro do pré-sal, como está previsto, é ingenuidade ou má fé dizer que algum governante, seja ele qual for, vai aumentar salário de professores. É preciso se conscientizar que vivemos num país onde QUARENTA MILHÕES saíram da miséria ONTEM.

  9. De fato, o Brasil está em posição lamentável no que se refere a valorização da carreira docente. Salários defasados e insuficiente investimento em qualificação dos quadros funcionais das universidades e em infra-estrutura educacional torna a carreira docente não atrativa frente a outras carreiras, mesmo algumas do próprio setor público. O governo da Presidenta Dilma, no entanto, não cumpre os compromissos de camapanha assumidos pela candidata. Poderia fazê-lo e marcar sua administração por uma nova virada no país: o primeiro governo brasileiro que valorizou e investiu, como nunca antes na história do país, na educação pública. A candidata Dilma também esteve correta ao sugerir que o desenvolvimento civilizatório da nação também passará pela valorização da carreira docente. Na comparação internacional, entretanto, vê-se que mesmo países com um nível de renda per capta inferior ao brasileiro (como Nigéria, India e Africa do Sul) pagam salários muito mais atrativos a seus docentes de nível superior (veja quadro abaixo). Como sabemos, no Brasil, o mais alto salário da carreira docente das IFES é o de professor titular, que não é um cargo aberto a todos na carreira e, que, portanto, está restrito a pouquíssimos professores. A maior parte dos docentes das IFES no Brasil, cerca de 70%, está no meio da carreira, equivalente ao rank 3 da tabela. Dos 22 países na lista, o salário de entrada nas IFES no Brasil só fica abaixo do salário de entrada do México, da China e da Rússia. Os salários pagos no Brasil são bastante inferiores à média dos salários pagos nos outros países da amostra. Em média, os salários pagos no Brasil estão cerca de 25% abaixo da média dos salários pagos nos países mostrados na tabela abaixo.
    Quem desejar continuar a ler este post que fiz no período da greve das Universidades Federais do ano passado, pode ver no link que segue:.http://fabianodalto.weebly.com/1/post/2012/08/august-11th-2012.html

  10. e aquele “pústula” do Mercadante ainda exorta os professores a faltar menos, como se as faltas não fossem descontadas.
    Alguém acha que os professores faltam as aulas porque está sobrando salário no fim do mes?

  11. A justiça do país é abarrotada por falta de educação do povo. Desde o mais excluído da sociedade até o mais poderoso tomador de decisão.

    Ela só é acionada quando ocorre um conflito.

    Com educação, os problemas se resolveriam antes mesmo de virarem conflitos (ações governamentais sendo efetivamente fiscalizadas pelo povo, por exemplo).

    Portanto, sou a favor de equiparar os salários dos professores ao dos juízes. (ou reduz o vencimento do juiz para R$1.800,00, ou aumenta o do professor para R$22.000,00)

  12. O rebaixamento salarial dos professores de ensino básico vem da época dos militares, mas se aprofundou com as políticas neoliberais tucanas no período FHC. O prefeito Paes, que veio do PSDB, deve ter se acostumado a pensar na lógica tucana e, para ele, é muito natural que um professor ganhe pouco, assim como os tucanos paulistas, há vinte anos no poder, mantém o salário do professorado da rede estadual menor do que o de uma faxineira diarista em Campinas, SP. É preciso enfrentar e vencer este espírito neoliberal na educação pública, se quisermos manter a posição de sexta economia do planeta. Não adianta sofismas, porque é uma questão de priorizar a educação, não nos discursos vazios, mas a começar pelo salário do professor.

  13. É mas na globo eles dizem que o salário do professor é 7 mil reais.
    em letras miudas entretando… com POS DOUTORADO!
    Assim a globo manipula a informação,
    mas nem os blogs sujos se dão o trabalho de denunciar a globo não é mesmo?

  14. Não acredito em acertar os salários do Professor Publico, vá resolver ou amenizar os problemas que temos com a EDUCAÇÃO.
    As escolas particulares ficam em silêncio porque continuam a nivelar-se pela Educação Publica.
    Mostrar gráficos da Alemanha, não adianta,( não falo Alemão) e lá os problemas são outros eles já são avançados na Educação e sobretudo é um País que já tem quase tudo e infinitamente menor que o nosso.
    TEMOS que arrumar a Educação e no pacote o SALARIO do PROFESSOR.
    Eu também não quero Professor tapado, dando aulas para meus filhos, eu quero professor de gabarito!!
    E PÚBLICO!!!!!
    Porque de resto, eu tenho aqui do meu lado duas Escoas Municipais de dar inveja a qualquer estrangeiro. MAS…. Os alunos saem daqui, tendo que fazer cursinho para Vestibular.
    Acertem isto!!!!!

  15. NA EDUCAÇÃO: FINLÂNDIA x BRASIL
    SOBRE INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO
    Nesse mundo globalizado, quem não investe em Educação estará mais vulnerável. O Brasil, todos sabemos, é um país de analfabetos e semianalfabetos. Um diploma de segundo grau, quase sempre, não passa de um pedaço de papel. O IDEB e testes internacionais estão aí para comprovar a quem duvida dessa verdade. Depois do primeiro impacto inicial, o bolsa família passa à fase da saturação no que diz respeito à ampliação do mercado interno.

    Segundo estatísticas, as classes D e E representam cerca de 75 milhões de habitantes, aproximadamente 40% da nossa população. O poder aquisitivo desses nossos conterrâneos está em torno de, mirrados, 10%. O que podemos esperar dentro desse quadro de calamidade?

    Um investimento de pelo menos 15% do PIB na educação, em nossas condições concretas, daria um impulso, em curto prazo, no nosso mercado interno, desde que haja uma mobilização nacional. Boa parte das nossas reservas poderia ser usada, inicialmente, para a construção de escolas, em tempo integral, tipo CIEPS, porém mais amplas, com áreas dedicadas à cultura e ao esporte. Tudo isso nas cidades e no campo.
    Reservando aos pequenos agricultores o fornecimento da alimentação dessas escolas, haveria um crescimento do mercado interno oriundo da renda desses agricultores, além de mantê-los em suas terras. Não se faz necessário deduzir que haveria um crescimento, também, na construção civil. Por favor, esse é o trem bala que o Brasil necessita.
    Sugiro que se aplique cerca de 40% das reservas na construção de grandes centros educacionais e na preparação urgente de professores, tudo federalizado.

    NOTAS:
    1. O PIB PER CÁPITA da Finlândia é de aproximadamente US$ 55.000,00.
    2. O do Brasil está em torno de US$ 12.000,00.
    3. A Finlândia investe cerca de 6% na educação, o que dá US$ 3.300,00.
    4. O Brasil dedica por volta de 5%, num total de US$ 600,00.
    5. A Finlândia, portanto, investe 5.5 vezes mais que o Brasil, na área.
    6. Se passarmos a investir 15% do PIB, dá para ver que não é um exagero, como
    alguns afirmam. Neste caso, a Finlândia continua investindo 80% mais que o Brasil.
    7. Todo professor, na Finlândia, possui o mestrado! Ser professor é o maior desejo dos jovens! É a profissão mais cobiçada!

    Devemos considerar, ainda:
    Que a nossa população em fase escolar, percentualmente, é maior que a da Finlândia.
    Que, na década de sessenta, era um país pobre! Um país madeireiro!
    Que não se deve esperar melhores dias para assim proceder, pois esses dias podem não chegar ou tornar-se muito tarde, prolongando essa injustiça social e mantendo a nossa fragilidade na segurança.

    Não podemos ficar esperando recursos do pré-sal!
    A educação deve ser federalizada para garantir que não haja diferenças no nível de ensino nas diversas regiões do Brasil!

  16. Em 2002, conta ela, a China deu 1,8 bilhão de dólares para países pobres africanos. O dinheiro foi empregado em coisas como o treinamento de 15 000 profissionais africanos, a construção de 30 hospitais e 100 escolas e o aumento de bolsas de estudo para estudantes. “Dois anos antes, a China perdoara dívidas de 1,2 bilhão de dólares de países africanos”, narra Dambisa. “Em 2003, perdoou mais 750 milhões de dólares.” Com isso, aumentou mais ainda meu respeito pela China.

  17. Quando interessava aos países ocidentais manter boas relações eles fizeram isso. Basta ver como foi a relação nos anos gloriosos do capitalismo pós segunda guerra-fria. Caído o muro, a realidade. A China pode ser boa agora, ela precisa, mas e, depois?

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