
É possível que as manadas bolsonaristas comecem a desconfiar que este tal Donald Trump seja também um comunista.
Hoje, em seu briefing na Casa Branca, o presidente norte-americano disse que a situação no Brasil está se agravando e perguntou ao governador da Flórida, Ron DeSantis, se precisava “cortar o Brasil”, referindo-se aos poucos voos entre Rio e Miami:
“O Brasil tem um surto sério, como vocês sabem. Eles também foram em outra direção que outros países da América do Sul, se você olhar os dados, vai ver o que aconteceu infelizmente com o Brasil”
É óbvio que os Estados Unidos, com seus olhos bem abertos sobre o que se passa aqui, sabem que o cenário está evoluindo para – apesar das negativas das autoridades públicas – uma imensa desgraça, maior do que aquelas que não emocionam nem dão sentido de urgência ao Presidente, dedicado a treinar tiro ao alvo, nem aos gaguejantes neodirigentes do que deveria ser o Ministério da Saúde.
Afinal, quem está falando é o presidente de um país com mais de um milhão de casos e quase 60 mil mortes. Para ele achar que estamos indo mal é para entendermos que não temos pouca coisa pela frente.