Isolamento não funciona?

A patética trinca de dirigentes do Ministério da Saúde que apareceu ontem na entrevista coletiva disse que não há provas de que o distanciamento social possa ser eficiente para reduzir os efeitos da pandemia do coronavírus.

Os três deveriam olhar os números acima e descobrir que muito mais eficaz do que a palhaçada feita em torno da cloroquina é um Presidente da República que não hesita em decretar o “fique em casa” como política de governo, como fez Alberto Fernández na Argentina, quando o país tinha apenas 45 casos confirmados.

Vi um meme na internet e fui conferir os números.

Mesmo considerando que a população da Argentina é 4,7 vezes menor que a brasileira, se você multiplicar os dados daquele país, ainda assim ficaremos a milênios-luz dos hermanos portenhos.

O número de mortes, proporcionalmente, não chegaria a mil e o de infectados a 20 mil, menos de um terço dos nossos aqui.

Será que “Deus é argentino”, como o Papa? Será que é o clima quente do país? Será que o argentino toma mais “banho de esgoto” do que aqui?

Qual é a “explicação” do general Pazuello para o que disse ontem sobre o isolamento dá resultado em alguns lugares e em outros não, como disse ontem? Isolamento dá resultado na Argentina e não dá no Brasil porque lá não tem essa desculpa que vocês arranjaram da tal “não-lineraliedade” que é, no fundo, um “não podemos contrariar o capitão”.

Botem isso na conta de suas almas, senhores cúmplices de Jair Bolsonaro e de seus adoradores da morte.

E julguem todos, para se lembrar no voto, da diferença entre ter um presidente e um facínora no comando de um país.

 

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