O agouro de Merval

É grave a crise.

Quando Merval Pereira, começa a colocar em dúvida a continuidade do governo Bolsonaro, é sinal de que, no meio do “mercado”, já se dá como “inspirando cuidados” a situação do presidente que nem completou ainda três meses de governo.

É assim que ele encerra hoje sua coluna em O Globo:

As crises se sucedem, com fatos novos diários a corroer a institucionalidade de Bolsonaro. A ponto de já se falar abertamente na possibilidade de o vice, General Hamilton Mourão, vir a assumir o governo caso a reforma da Previdência não seja aprovada e a economia continue em crise, com o país ladeira abaixo.

Cabem duas leituras do que diz Merval.

A primeira é a de que se coloca a aprovação da reforma previdenciária como condição para não cairmos numa, na prática, ditadura militar.

A segunda é a de que a direita, com todos os poderes na mão – Presidência, Congresso e Justiça – não tem forças para implantar seu projeto de terra arrasada sobre o Estado brasileiro.

Nem mesmo com o apoio unânime de toda a mídia, não conseguem fazer o horrendo parecer esperança.

A direita brasileira tem propostas tão ruins e cruéis oara o país que nem com o terrorismo que fazem sobre a população consegue se fazer palatável.

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