O botequim de Bolsonaro

Submeti-me ao suplício de assistir uma hora de “live” de Jair Bolsonaro .

É feito com a irresponsabilidade de uma conversa de aposentados num botequim.

Dados e situações pinçados, para demonstrar realidades que não existem.

Ouvem-se ali propostas fragmentadas, atiradas com descompromisso como se cada uma fosse resolver os problemas nacionais. Vender pés-de-pato e caniços para turistas desfazendo a reserva ambiental de Angra dos Reis, tanques de tilápias no interior de São Paulo, lapidar aqui os diamantes do garimpo nem de longe são medidas de política que correspondam às necessidades de uma das maiores economias do mundo…

Alemanha e Noruega e Argentina parceiros importantes do nosso comércio mundial são espezinhados e mandados plantar batatas – ou melhor, florestas – e os problemas ambientais do mundo são seus quase bilhões de habitantes produzindo cocô – um dos papagaios de pirata da live chega a dizer que falar isso é ser “um presidente de coragem”!.

A fiscalização do trabalho é criticada por exigir banheiros químicos em obras no Ceará, porque dentro da “casinha” – “faz uns 70 graus e o cocô fica borbulhando”.

Tudo entremeado de piadinhas infames e sem graça e de risadas psicóticas.

Fosse um conversa de botequim e eu tivesse o azar de parar ali para tomar uma cervejinha no final do dia, levantava e ia embora.

Mas é a conversa do Presidente da República e de seus auxiliares-patetas que governam o Brasil.

E o Brasil não pode ser um botequim, é o nosso país, o país de 210 milhões de pessoas que não podem ser submetidas a esta imundície.

PS. Durante a “live” , Bolsonaro falou nos jatinhos financiados pelo BNDES, e os jornais dizem que mira em Luciano Huck, que teve seu jatinho financiado pelo banco, o que este Tijolaço publicou, em primeira mão, em fevereiro do ano passado. Creio que o alvo é outro, João Doria, como explico no proximo post.

 

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