O mundo alerta, o Brasil ignora

 

Exato um mês depois de se tornar o primeiro país ocidental a iniciar uma vacinação em massa – já foram aplicados mais de 1,5 milhões de doses, 2% da população – o Reino Unido alcançou um recorde de mortes por Covid-19, de ontem para hoje.

As 1.325 mortes registradas lá, comparando a população britânica à brasileira, equivaleriam a 4.160 óbitos aqui, em um único dia.

Uma tragédia que, portanto, não temos o direito de considerar possível entre nós ou, talvez, ainda pior, porque Londres e outros centros britânicos tiveram, desde antes do Natal, medidas de isolamento das quais, aqui, nem de perto chegamos.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, declarou que a Covid-19 na capital do Reino Unido está “fora de controle” em uma entrevista transmitida na tarde de sexta-feira e que os hospitais londrinos já não dão conta de lidar com tantos pacientes. Fotos têm sido publicadas com pacientes sendo atendidos dentro das ambulância, por não haver mais espaços nas unidades hospitalares.

O jornal Los Angeles Times, da Califórnia, Estados unidos, publiicam que “os quatro hospitais públicos do Condado de Los Angeles estão se preparando para dar o passo extraordinário de racionamento de cuidados, com uma equipe de “oficiais de triagem” definida para decidir quais pacientes podem se beneficiar de tratamento continuado e que estão além da salvação e deveriam morrer”.

Por aqui, abandonaram-se todos os cuidados e advertências para restringir a circulação de pessoas e faz-se de tudo para fingir que a vida pode voltar ao normal por conta de uma vacina que nem tem data certa para ser aplicada.

É preciso parar de mentir – ainda que de forma dissimulada – à população.

Não haverá recuperação econômica num quadro, mundial e local, no qual morre gente nestas proporções. O “lockdown” não é uma opção, é uma necessidade imediata, tão ou mais grave quanto foi na primeira onda da pandemia, no semestre inicial de 2020.

Não há o que festejar pelas vacinas, há que comprá-las, produzi-las e aplicá-las.

 

 

 

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