O pesadelo se aproxima

O “partido único” que se tornou mídia ocidental não é capaz de ir além do que lhe “vendem” as máquinas de propaganda operadas numa guerra.

A maior parte dos espaços, inclusive nos telejornais, é dedicada às “sanções econômicas” impostas à Rússia, o que é, claro, importante mas não tem efeito militar imediato, embora possa ser devastador para aquele país e, inclusive, levar a uma desestabilização em médio prazo.

Mas está comprando uma ilusão sobre a “resistência ucraniana” que – todos os governos do Ocidente sabem – é insignificante diante do poderio bélico que tem a enfrentar que, é evidente, não é por isso que foi “retardada” uma ofensiva de grande monta sobre Kiev e Karkiv, as duas principais cidades ucranianas.

Ontem e hoje cedo foram mostradas as imensas concentrações de blindados e transportes de tropa a apenas 30 km de Kiev. Não é além do óbvio dizer que se prepara uma ofensiva e, provavelmente, um cerco. E por todos os lados.

Há algumas horas, o Ministério da Defesa russo lançou um alerta para que os moradores de áreas próximas ao Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) e o 72º Centro Principal de Informações e Operações Psicológicas (PSO), ambos no centro de Kiev, ” que vivem perto estações de retransmissão, para deixar suas casas” que abandonassem suas casas, porque serão realizados ataques contra “objetivos tecnológicos” nos dois prédios.

Leia-se, contra equipamentos de comunicação.

Há dez minutos, a torre de TV da capital ucraniana foi atingida por um míssil, sem detalhes ainda de seus efeitos.

Parece que, depois de alguns dias em que o governo da Ucrânia dizia que seria o dia do ataque russo, agora são os russos que o dizem e ainda não se pode saber se será maciço ou apenas um ensaio para que a evacuação da cidade ganhe impulso.

Se houvesse alguma preocupação no Ocidente em preservar a Ucrânia da destruição, o mundo estaria agora gritando não por sanções, mas por um cessar fogo, ponto de partida para terminar este confronto.

Mas os EUA e a Otan não querem seu fim, querem servir-se dele para desmantelar a Rússia com a arma mais poderosa do mundo, o dinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

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