O rato que ruge

A entrevista de Luciano Bivar a repórter Jussara Soares, de O Globo, é o retrato perfeito e acabado da miséria moral da direita brasileira.

O candidato que tem traço nas pesquisas, é o representante do maior partido brasileiro (ao menos na distribuição dos recursos públicos destinados a financiar partidos e candidaturas) é apenas um especialista em negócios eleitorais.

Ex-cartola do Sport Recife, dono de corretoras de seguros, subornador confesso da convocação de jogadores para a Seleção da CBF, locador de partido para a candidatura Jair Bolsonaro, Bivar, inexplicavelmente, merece o tratamento de um líder partidário.

Não é líder de partido, é dono e dono feroz, que tirou o finado PSL das mãos poderosas de um presidente da República.

Diz que, ao contrário de 2006 – quando foi último colocado (62 mil votos, 0,06%) – “agora vai” e o primeiro e essencial motivo é que hoje, há dinheiro. Muito e nosso, é claro.

Não se sabe o quanto isso influi na decisão de duas figuras nacionais – os ex-ministros de Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro – que pressurosamente atenderam ao convite para se tornares bivaretes, os autores do “programa” de “governo” do candidato.

Que, todos sabem, é apenas um biombo para o bolsonarismo , ainda que diga o contrário.

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