O ‘saco cheio’ pode decidir 1° turno

Quase metade dos brasileiros (43%)continua a evitar falar de política com a família, amigos e colegas de trabalho ou de estudo, diz o Datafolha, em dados publicados agora há pouco.

Não é a campanha que acirrou os ânimos; faz tempos que estamos assim, evitando falar, tentando não ouvir, afastando-nos para evitar confrontos.

Espalharam-se ódios e armas no Brasil e nós estamos faz tempo fugindo deles.

Há uma imensa vontade de dizer “chega!” a tudo isso.

Estamos, na reta final da eleição, discutindo a aparição de um vigarista – porque é literalmente um conto do vigário – que se fantasia de padre de uma igreja dos cafundós peruanos, da qual ninguém sabe e ninguém viu, cuja santidade é uma batina, um cordão e um turbante.

E discutindo como o vigarista, ao fazer vigarices, não deveria ser confrontado, na “opinião” de gente que se diz “intelectual” e “democrata”, como se inteligência e democracia tivessem de ser tolerantes ao vigarices, ainda mais quando elas eram escandalosamente mandadas fazer pelo presidente da República.

Tanto a Igreja Católica Romana quanto a Ortodoxa distribuíram nota negando a condição de sacerdote do sujeito.

Será que nos tornamos tão bizarros que toleramos ver um momento essencial para a escolha dos rumos do país sendo transformado num teatro de “pegadinhas” de um falso padre, por um truque de Jair Bolsonaro?

Coisa de baderneiro, de gente que quer “causar”, apelar para criar nos tolos a ideia de que algum candidato é incréu e deve, por isso, ser levado à fogueira.

Talvez seja isso que ajude a liquidar esta eleição no primeiro turno. A que ponto serão capazes de chegar em mais 30 dias de tentativas desesperadas de evitar o veredito popular?

É hora da silenciosa sabedoria popular mover-se e por fim a este pesadelo que já nos dura quatro anos.

É preciso começar a por fim a isso, e já.

 

 

 

 

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