Os efeitos do Mal no poder

Não é só Mandetta.

Todas as pessoas deste país estão acossados por alguns milhares de cães ferozes que seguem Jair Bolsonaro e que impõem uma pauta de loucuras em que vamos nos perdendo e confundindo na hora em que é mais importante estarmos lúcidos e focados no essencial para enfrentar a pandemia mortal que já está entre nós.

Precisamos de equipamentos de proteção e de respiradores que, essencialmente, é a China que produz? Então vamos arruinar nossas relações com aquele país através de acusações do filhote olavista do presidente, de um ministro das Relações Exteriores patético e de um outro, o da Educação, completamente abobalhado, que brinca de Mônica e Cebolinha?

Precisamos de testes para dimensionar o tamanho da proliferação do número de pessoas infectadas? Não tínhamos, não compramos e apelamos para uma doação feita pela Vale – louca para recompor sua imagem social após Brumadinho – de testes de baixa eficácia e resultados inconfiáveis.

Precisamos de orientações claras e de ampliação das medidas restritivas de isolamento social e o governo sabota escancaradamente esta precaução, promovendo aglomerações e usando o próprio presidente como demonstração de que não se deve tomar cuidados extremos e que todos devem voltar às atividades normais e que deixem velhos e doentes em casa para morrer.

É demais para que possamos achar que são pequenos erros, ao acaso, e não partes de um quadro de insanidade criado por termos levado ao governo do Brasil uma espécie de anticristo.

Um homem para o qual nada está acima de seu poder servil ao mal.

Já não dá, francamente, para que não se suspeite que a pressão incessante que ele faz pelo uso massivo de remédios não verificados cientificamente possa ser o oferecimento de nossa população como cobaia para o uso nos Estados Unidos, onde a resistência da comunidade científica acaba de faz retirar dos protocolos oficiais a opção de usá-la no tratamento de pacientes de qualquer espécie, enquanto antes restava restrito aos gravíssimos.

Nada mais é impossível ou impensável depois do espetáculo de loucura com método.

O mal está no poder.

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