Palanque é o nacional

A pesquisa Genial/Quaest em Minas Gerais confirma que, ao contrário do que se diz, não é a definição de palanques locais para os candidatos a presidente que será determinante para os resultados, mas exatamente o contrário.

Se fosse uma eleição isolada, seria praticamente infalível prever-se uma vitória de Romeu Zema, que perde em BH e em sua região metropolitana, mas conta com a baixa percentagem de Alexandre Kalil, praticamente desconhecido no interior.

Mas não é, e quando se agrega ao candidato a governador a sua ligação com os candidatos a presidente, o voto se inverte e Kalil passa a se franco favorito.

E a explicação é claríssima: Lula tem quase a metade das intenções de voto totais dos mineiros (46%) diante de 28% de Bolsonaro.

Não há razão para crer que esta não será uma tendência nacional e será um sério obstáculo à campanha de Jair Bolsonaro, que nos segmentos mais pobres da população é um “espanta-voto”, que candidatos, em geral, não vão querer colar a seus nomes, exatamente o contrário do que ocorre com o de Lula.

Exceto por alguns estados onde o bolsonarismo ainda tem força, na maioria dos estados, o nome do atual presidente é e será escondido dos eleitores.

Como se estes fossem bobos.

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