PEC começa a tramitar 2ª-feira e marca início do governo Lula

Como desde o início se sustentou aqui, o caminho para tornar viável o início do Governo Lula, diante da peça de ficção do Orçamento de 2023 enviado por Jair Bolsonaro ao Congresso, será mesmo o da promulgação de uma Proposta de Emenda à Constituição, retirando das ruínas do chamado “teto de gastos” algo pouco acima de R$ 100 bilhões e dando fôlego para o pagamento do Bolsa-Família de R$ 600 e do bônus de R$ 150 por criança de até 6 anos de idade às famílias mais pobres.

Este será implantado progressivamente, com uma revisão criteriosa do Cadastro Único, destruído na gestão Bolsonaro e de ações de busca ativa da população de rua para sua inclusão na base de dados, algo completamente negligenciado pelo atual governo e sua conversinha de que “basta usar o aplicativo”.

O saldo das conversas de Lula com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, hoje, em Brasília, é o de dar tranquilidade para a montagem do governo e, embora haja resistências de parte de integrantes da própria base governista, não tem o custo alto da composição no varejo, porque deixa a condução do processo sob a responsabilidade dos presidentes da Câmara e do Senado e às articulações partidárias, não as “cabeça por cabeça”, naturalmente mais caras politicamente.

Na entrevista com que encerrou o dia de reuniões com os chefes do Legislativo e do Judiciário, Lula abriu todas as portas ao entendimento, sem revelar senão o compromisso com o diálogo e o respeito às decisões institucionais, o que antes é uma obrigação republicana que um favor da majestade.

Percebe-se que o espaço para um início tranquilo de governo – o que é um inferno para o radicalismo da extrema-direita – está aberto e a tramitação da PEC vai mostrar que haverá uma maioria relativamente folgada para a aprovação da folga fiscal necessária para montar a administração sem pressões desesperadas.

E poder, como ele próprio disse, ao falar a imprensa, cuidar de imediato do que as pessoas sentem: fome, carência e desesperança.

Assista a entrevista de Lula após a reunião com Alexandre de Moraes, no TSE.

 

 

 

 

 

 

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