Pelas beiradas…e o “suspense” de Greenwald

Pode não ter sido espetacular, como certamente ainda irá acontecer em novas revelações, mas os nomes que o The Intercept Brasil forneceu à Veja nos arquivos dos diálogos entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol consistem, até agora, na maior comprovação de que as conversas eram não só verdadeiras como levaram o Ministério Público a realizar as investigações determinadas pelo então juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba.

O técnico de contabilidade  Nilton Aparecido Alves e o empresário  Mário César Neves existem e foram procurados pela Força Tarefa  da Lava Jato, o que prova que a conversa entre Moro e Dallagnol não foi “enxertada” e que produziu os resultados concretos combinados entre os dois.

Não sei os termos do acordo entre o The Intercept e a Veja, mas este primeiro produto foi o atestado material de que as conversas já reveladas são verdadeiras e produziram resultados práticos, concretos. Um checagem que, por óbvia limitação de meios, o site talvez não pudesse fazer.

O principal, porém, ao que parece, ficou guardado para novas reportagens, hoje, na publicação de Glenn Grenhald no Twitter.

Ironizando o recorte do Estadão que  se reproduz na imagem, ele diz que  se deve “esperar até o final do dia – hoje – e depois me dizer se o que o Estadão publicou aqui hoje é verdade ou não”, referindo-se ao suposto esvaziamento do “arsenal” contra Moro.

“Eu acho que a resposta será bem clara”, diz o jornalista, ” e hoje foi o pior dia para eles dizerem isso”.

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