Pesquisas, salvo “empurrãozinho”, devem mostrar pouca alteração no quadro eleitoral.

Preparem-se: o próximo final de semana haverá pesquisas.

Ao menos uma, o Datafolha, está se movendo.

Serão testados dois cenários, publicamente.

Eduardo Campos e Marina Silva em separado e juntos.

A opção Serra no lugar de Aécio ainda não será testada, ao menos publicamente.

Claro que não se pode adiantar resultados de uma pesquisa que ainda não aconteceu, embora, com a história das pesquisas eleitorais no Brasil sempre se possa desconfiar de algum “empurrãozinho”.

Mas se pode observar o que acontece e não é difícil saber que Marina perde, com sua mudança de status, para “ficante” de Eduardo Campos, alguma parte de seu potencial eleitorado.

O professor de Ciência Política Adilson Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco, lembra que “as pesquisas realizadas após as manifestações mostram que quando Dilma decresceu eleitoralmente, Marina cresceu. E quando Marina decresceu, Dilma cresceu”. E pergunta se “parte dos eleitores de Marina (não) rumará para Dilma em razão da aliança com Eduardo?”

Minha opinião é a de que não haverá mudanças flagrantemente expressivas, exceto nas intenções de voto de Marina Silva.

Dilma deverá ficar mais perto – o acima – do necessário para levar no primeiro turno, quanto mais não seja porque a soma dos adversários – aos quais se deve comparar seu resultado – deixa de ter três e passa a ter apenas duas parcelas. E a que perde é justamente a maior, a de Marina.

Enquanto os meios políticos cuidam de avaliar – cheios de subjetividades – os efeitos da aliança de Marina a Eduardo Campos, para o povão, o eleitor, o fato objetivo – embora isso não seja, de fato, definitivo – é o de que Marina não é mais candidata.

E ninguém vota em quem não é candidato.

Somas e subtrações, em matéria de voto, não são aritméticos.

Não existe, senão em parcela pouco expressiva da população o sentimento manifestados pela elite política do derrotar Dilma a qualquer preço, tanto que ela vence com certa folga todas as simulações de segundo turno.

Este sentimento pertence ao mundo político, como se expressou nas referências de Marina ao “chavismo” e na aceitação mútua entre companheiros de viagem de uma fauna variada, que inclui Caiado e Jorge Borhausen.

E ninguém sabe, embora se possa intuir, quais serão os efeitos de Eduardo Campos passar a se apresentar como inimigo de Lula no Nordeste e no próprio Pernambuco, esperanças eleitorais do pessebista.

As pesquisas – outras logo virão – podem ser um balde de água fria em quem acha que o quadro eleitoral possa sofrer uma alteração radical.

A menos que alguém resolva arriscar um lance de ousadia, para tornar em números o desejo de uma “terceira via” artificial e midiaticamente construída.

Tudo é especulação, mas é para algo assim que a lógica aponta.

Embora as pesquisas no Brasil, como a gente sabe, nem sempre sejam amigas da lógica como são de outros fatores…

 

 

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12 respostas

  1. Se trouxer algum aumento em Campos ou Marina estará mentindo, quem está crescendo é Dilma, isto o trecking se não mostrou mostará.

    Mas é impossível Montenegro ou Datafolha trazerem isto, trarão, provavelmente, inflados, porque precisa manter viva as candidaturas e o financiamento dos empresários. A tentagem da inflagem é levar para o segundo turno.

  2. Lula precisa politizar o Lulismo para que o projeto de país que ele iniciou não termine com dezesseis anos, mas que possa marcar o divisor de águas na mudança de ordem política, econômica e social no país.

    É preciso avançar, Lula sabe o caminho, espero que ele continue olhando para o Norte e não se desvie nem para a direita nem para a esquerda.

    Quanto ao jogo dos institutos, farão o que fizeram em 2010, manipularão o tempo todo para, em algum momento, aquilo que trazem se tornem real, como começou a acontecer, quando Serra começou a espalhar e mails reacionários no mundo religioso e a igreja católica entrou em jogo.

    Como Dilma está no poder, este jogo não terá o mesmo efeito, mas outros virão, sobretudo no ano de Copa do Mundo.

  3. sinto muito, as pesquisas da Folha vão dar necessariamente que Marina e Campos subiram e Dilma caiu. A única lógica de pesquisas do Datafolha eh dar resultados que interesse aos tucanos. nao entendo como se discute a serio o DATAFALHA.

  4. Nunca, jamais subestimemos a direita. Ela é egoísta, traiçoeira, inteligente e está explodindo de tanto ódio contra o PT. Ninguém que apostar que vem por aí algum(uns) golpe(s) baixo(s) contra Dilma perderá.

  5. A direita é um abscesso, tem que ir lá é furar…..
    O que vazar não presta..o que ficar cauterizar..

  6. Alguém tem alguma dúvida de que a pesquisa será assim?:
    O sr/sra votaria em qual candidato para presidente da República:
    – Aécio Neves
    – Dilma Roussef
    – Eduardo Campos tendo como vice a Marina Silva, da Rede Sustentabilidade (ou invertendo a ordem)

  7. Este Juro beneficia os Banqueiros que possuem titulo da Divida Brasileira, notem como o mercado esta mais calmo, os juros para eles é igual a carniça, são uns urubus, o Povo é quem paga.

  8. E no entanto, aqui no RJ e em SP, partidos que hoje dominam determinados sindicatos e grêmios acadêmicos convocam esse movimento para participar em seus atos e radicalizá-los. Estão, por assim dizer, promovento o ‘LEVANTE’ bastante ‘JUNTOS’ … (juntos e misturados, na realidade). Não são coisas isoladas e nem apartidárias. Assemelham-se muito, em suas práticas abusivas, aos coxinhas raivosos com máscaras de ‘anonymous’ das manifestações de junho.

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