A prisão cenográfica dos deputados do Rio

cenografica

As torcidas do Flamengo, do Vasco, do Botafogo –  e até do meu periclitante Fluminense  – sabem que a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, amanhã vai rejeitar a prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.

Elas sabem e, certamente, sabem os desembargadores.

Os deputados vão passar uma noite na cadeia, no máximo duas, se a sessão dos deputados que irão libertá-los se estender.

A prisão é, portanto, cenográfica.

Destina-se a produzir um estado de excitação – não injustificável – na opinião pública.

Não a fazer Justiça, que todos eles merecem, mas para fazer espuma.

Amanhã, quando forem libertados, estarão mais desmoralizados o Legislativo e o Judiciário.

E, mais perto, um regime autoritário que nos livre dos desmoralizados.

A ação midiática do Judiciário, para ser revertida no dia seguinte, pode servir ao brilho e as idiossincrasias dos juízes.

Quando chega a “hora H”, no Supremo, entregam o mel para uns e a rapadura, dura de quebrar o queixo, para outros.

 

 
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