“Que preço é esse?”

Em entrevista a O Globo, Sérgio Leite, diretor comercial dos Supermercados Mundial, uma rede bem popular no Rio de Janeiro – nada de luxo, mas conhecida por ter dos preços mais baixos – diz que os clientes reagiram com estranheza às promoções de aniversário da empresa: “Que preço é esse?” indagavam em resposta ao valor dos produtos anunciados em promoção.

Não é para menos: o filezinho de frango (as aparas das bandejas do filé tradicional, mais em conta ), estava R$ 12,99, dois reais mais barato que o filé de frango convencional, mas, há um ano, custava R$ 7,99.

Um aumento anual de 61%.

A disparada vai por aí: um quilo de acém, carne dita “de 2ª”, o dianteiro do boi anda de R$ 30 para cima e até sua moagem, agora, é cobrada à parte. O café, que andava em R$ 10, foi a R$ 14. O tomate, em duas ou três semanas passou de R$ 4 a R$ 7 Feijão, óleo de soja e arroz, que andam com preço estável só estão assim porque a alta forte tinha sido antes.

A alta dos preços dos alimentos, mesmo com o racionamento doméstico nos itens mais caros e a sua substituição, quando isso é possível, está gritando às pessoas comuns, sem que o governo dê a menor atenção.

O dólar alto continua a transferir preço para tudo o que tem mercado no exterior, o custo da energia de tudo o que depende de conservação a frio e a alta do preço dos fretes se encarregam de, mesmo com a queda na procura, manter em elevação os preços dos gêneros que, acha o governo, são o luxo de comer.

A charge do Jean Galvão é cruel ao nos lembrar do tempo da maquininha de marcar preços. Com a diferença que, com o código de barras, a gente nem a vê em ação.

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