Se esperança bolsonarista era a abstenção, que arrumem outra.

Sim, achem outra desculpa, embora pareça que qualquer uma vá ser inútil. Por toda a parte, as notícias que se recolhem é de um grande comparecimento às urnas.

Por quase todos os lugares por onde passei no Rio – e não acho que tenha sido diferente em outros estados – o que se via eram seções eleitorais cheias, com grandes filas (por vezes do lado de fora dos prédios) e os eleitores de Lula em estado de grande animação, contrastando com o desânimo nos bolsonaristas remanescentes.

Onde votei, em Santa Teresa, num colégio que serve de sede eleitoral para moradores de várias comunidades (Morro dos Prazeres, Escondidinho, Fallet, e outras), o morro desceu, feliz, adesivado e até garotada que arrumava uns trocados distribuindo “santinhos” de candidatos do “Centrão” gritava “Lula” e pedia que pegássemos os papeluchos e jogássemos fora. Está certo, o contrato era para distribuir, não para recomendar.

Tenho quase 50 anos de eleições no Rio de Janeiro e pela animação que vi, ao menos na capital, Lula fica perto de 50% dos votos.

Não posso, é claro, dar um testemunho sobre o que se passa nos colégios eleitorais de São Paulo e de Minas, mas as notícias e as redes não dão conta de um quadro melhor para os bolsonaristas. Aliás, falam de um quadro muito ruim.

Acredito que até tenhamos alguma demora na apuração dos votos, porque é provável que, mesmo fechando os portões às 17 horas, muitos locais continuem captando votos até 18 ou até 19 horas.

Mas serão apurados e creio que vão revelar um quadro para Lula melhor ainda que o ótimo que as pesquisas vêm registrando.

Mas agora é hoje de esperar. E, ainda, de ir votar numa eleição que pode ser decidida por um único voto que ultrapasse os 50% dos válidos para Lula.

E que pode ser o seu.

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