Sem coragem de agir com energia, SP apela para o ‘baladadown’

Quando você encontrar uma coisa que, de tão estranha, ganha um nome original para definir algo que ninguém fez, pode crer que se trata de bobagem.

Aposto com o caro leitor e a distinta leitora que o tal “toque de restrição” adotado pelo governo paulista, proibindo – mas não muito – as aglomerações de pessoas entre 23 e 5 horas da manhã – é expressão que nunca teve a honra de entrar pelos seus ouvidos.

Há uma emergência sanitária e os números de mortes voltaram a crescer com força: 329 registradas em 24 horas hoje e 357, ontem. E o número de casos passou, hoje, dos dois milhões, o que equivale dizer que um a cada 22 paulistas já contraiu o vírus.

Por muito menos a Europa fechou suas principais cidades mas, aqui, isso já se tornou impossível.

Doria parece ter agido por pressão dos prefeitos das regiões do ABC e “inventou” algo que, francamente, não parece ter outra finalidade de criar uma regra antibalada, porque não há como impedir a circulação de pessoas nestes horários se os estabelecimentos comerciais seguem funcionando até 22 horas ou até mais.

É obvio que não vai funcionar, porque proíbe o que já está proibido e, ainda assim, segue acontecendo.

Mas está longe de ser a razão da expansão da doença, que se dá por conta do já normalizado do sagrado funcionamento normal das atividades econômicas.

Portanto, em lugar do tal “toque de restrição”, vamos no popular: o baladadown’ paulista não é uma medida sanitária, é “me engana que eu gosto”.

 

 

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