Um par “perfeito”

Sim, não é a tradução político-eleitoral dos “instintos mais primitivos” que notabilizaram o hoje dono dos despojos da sigla PTB?

Natália Lázaro, do UOL, diz que Jair Bolsonaro age em dupla com Roberto Jefferson para a compra política de uma legenda para o atual presidente, trabalhando em “acordos com Jefferson, elevando a dupla a uma coligação única na corrida eleitoral do ano que vem.”

Os negócios estariam dificultados, diz ela, pela exigência de Bolsonaro em receber um partido “sem mobília” e com as paredes vazias para a colocação de “quadros”: os dos seus próprios filhos, incluído o caçula, Renan, que devem formar a “direção nacional” do, quem sabe, PFB, “partido da família Bolsonaro”.

Bob Jeff, como se autodenomina o sujeito, hoje em dia, diz que o destino do presidente será o “Patriota”, o que não é menos irônico que Jefferson envergar a sigla de Getúlio Vargas.

Esta é a obra podre da elite brasileira, ter reduzido a política a esta coisa asquerosa, a este desfilar de imbecis que, invocando Deus, Família e Liberdade, oprimem, divem e nos lançam à demonização da vida em sociedade.

Alias, para usar a verve de Leonel Brizola, a junção do demônio e do “Coisa Ruim”.

E que se impõe exorcizar em 2022.

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