Volta dos quase mortos e muito vivos? Crivella e Garotinho candidatos no RJ?

É triste constatar que, no Rio de Janeiro, os partidos políticos foram substituídos pelas igrejas no processo eleitoral.

O Globo publica que o ex-prefeito Marcello Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus está se lançando candidato ao Governo do Estado. Na sexta-feira, um voto do ministro Kassio Nunes Marques retirou uma condenação que impedia a candidatura de Anthony Garotinho, outro que colocou política e religião no liquidificador, de candidatar-se, e com o belo tempo de TV do União Brasil.

Os dois, ainda que muito desgastados eleitoralmente por escândalos, têm potencial para bloquear o crescimento de Cláudio Castro, dublê de cantor gospel e governador substituto de Wilson Witzel, ilustre desconhecido eleito na “onda” bolsonarista.

Sábado, Jair Bolsonaro transformou um evento evangélico – o “Louvorzão 93”, da Rádio Melodia, antigo reduto de Eduardo Cunha – no único comício que poderia fazer no Rio de Janeiro, pois nem os tradicionais atos bolsonaristas de Copacabana hoje em dia lotam mais.

O “Louvorzão”, claro, teve “apoio” do dinheiro público: R$ 1 milhão do governo estadual e R$ 500 mil da prefeitura de Eduardo Paes.

Óbvio que não há nenhuma novidade em que a religião busque ter expressão política, nem problemas em quererem que seus valores e fundamentos tenham representação popular.

Mas daí a transformar o Rio de Janeiro, talvez ainda o maior símbolo do país, num campo de batalha de confissões religiosas vai uma distância astronômica.

Garotinho, se depender dele, vai adiante, muito embora seja previsível que vá ter, outra vez, problemas jurídicos. Crivella, provavelmente, negociará seu cacife.

Não cabem os três na disputa eleitoral, é óbvio.

 

 

 

 

 

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