10 mil sem-teto partem para o Palácio, por terreno em S. Bernardo

marchamtst

Em longas colunas, 10 mil moradores da Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo – onde a Justiça impediu ontem Caetano Veloso de cantar – estão caminhando para o Palácio dos Bandeirantes, a 23 km de distância, para pedir ao Governador Geraldo Alckmin desaproprie o terreno abandonado onde montaram suas barracas.

A juíza pode impedi-los de ouvir a música, mas não pode – ainda – impedi-los de exibir sua pobreza e necessidade.

Daqui a pouco, talvez, deem à polícia esta tarefa, embora a manifestação seja absolutamente pacífica.

Mas não será assim, nunca, que farão ser invisível  “o povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas” da Sampa que Caetano cantou e não pode cantar mais a eles.

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8 respostas

  1. Força, gente. Não podemos esmorecer diante da ditadura do judiciário. Diante de um poder burguês, cujas decisões só beneficiam àqueles da própria classe.

  2. Caetano só está surfando na onda que virou e derrubou a maré dos golpistas. No fundo é um direitista medíocre. Vale como artista, suas músicas são importantes. Politicamente é um cidadão de zona cinzenta.
    Correção: “A juíza não pode impedir que o Povo Sem Medo/MTST exiba sua GARRA, DIGNIDADE e seu DIREITO À CIDADANIA PLENA!

  3. Sem luta não se conquista nada nesta republiqueta das bananas. A não ser que se faça parte da elite asquerosa que comanda essa bagunça.

  4. De fato, muitos daqueles que “se acham” de esquerda têm uma visão tão cedimentada de distância dos brasileiros humildes e trabalhadores que falam e escrevem como se estes não fossem a outra face de si mesmos. Vergonha de ser colonizado até os ossos. Viralatas enrustidos.

  5. O Brasil é de todos ou não é de ninguém.
    Uma beleza o MTST. Uma vergonha ainda precisar de tanto barulho por um direito fundamental.
    Elite parasita dos infernos.
    Caetano e Lavígne, voltem mais não e respeitem o povo humilde!

  6. ” Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”(Caetano Veloso)

    Ainda bem que tem gente como Caetano, Lavine e Sabatella resistindo a. essa democracia de fachada.

    Poucos são os artistas brasileiros que perceberam ou que estão enfrentando isso.

    Com esse gesto de proibir o show de Caetano o judiciário acaba por denunciar seu apoio explicito ao atrsaso dessa ditadura que golpeou o Brasil.

    1. O tempo ensina como conviver ou superar nossas falhas. O entusiasmo de Caetano, outros artistas e tanta gente mais, pelo moralismo rasteiro da Lavajato, que tanto mal fez ao Brasil e aos braileiros, não se deve apenas a falta de discernimento político mas também por oportuno e egoísta comodismo muito frequente entre aqueles mais ricos ou menos pobres de alguma maneira que outros. Conciliar a vida individual, trabalho, estudo, família, amigos, lazer com a cidadania, ou luta por amplos direitos, além dos próprios, requer esforço incomum e incompatível para muitos, ainda mais para prosseguir no lado esquerdo da estrada. Esquecidos da “caça aos marajás”, peça de propaganda da eleição de Collor, ou da vassourinha-varre-ladrão que elegeu Jânio Quadros, para os maus alunos de história Caetano e Lavigne, foi fácil conversar com o Dallagnol ou apoiar o juiz Bretas e ecoando a Globo, defender com fácil e natural desenvoltura o juiz Moro e os excepcionais operadores da justiça da Lavajato; difícil foi encontrar o que dizer ao povo de MTST, lá em São Bernardo. O microfone do Mídia Ninja estava aberto e a internet revelou ao vivo as diversas limitações, não obstante a grata presença e boa vontade demonstrada por todos, no calor da hora, com a devida e sincera emoção do momento. Destacou-se afinal um MC que, embora não político, fez um discurso mais longo objetivo, realista, sem medo e sem texto, e animador. Posição e atitude de classe, independe de origem pessoal. Contudo, a sua Lavigne, d. Marise(?), conseguiu se redimir das culpas que recaiam sobre o pai de seus filhos. Mas todo cuidado é pouco, no relação com empresas, empresários ou agentes da justiça de qualquer grau. A memória do reitor Concellier nos exige, pelo menos isso. Abaixo o golpe!

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